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Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Na terceira temporada de “You”, Dylan Arnold interpreta o estudante universitário Theo, um adolescente propenso a declarações dramáticas de amor e ameaças calculistas um tanto ingênuas. Mas o ator de 27 anos quase interpretou não apenas um, mas dois papeis diferentes na série antes de se tornar um dos personagens favoritos dos fãs nesta temporada.

Quando criança, Dylan corria pelo quintal fingindo estar em “O Senhor dos Anéis”. Mais tarde, ele se tornaria garoto de teatro completo e iria para a faculdade de artes da Universidade da Carolina do Norte, antes de partir para sua carreira profissional em Hollywood. Desde então, ele apareceu em programas de TV como “The Purge” e “Nashville”; ele também apareceu na série de filmes “After” como Noah, o namorado certinho de Tessa no ensino médio. Embora ele sempre tenha interpretado personagens memoráveis, o papel de Dylan na terceira temporada parece ser seu papel de maior destaque. É um momento propício, já que no mesmo dia que “You” estreou, aconteceu o lançamento da sequência de terror, Halloween Kills, em que Dylan também estrela.

Agora, Dylan está absorvendo toda a resposta do público de ambos os projetos, evitando em grande parte as redes sociais, mas aproveitando seu momento, independentemente de qualquer coisa. Logo abaixo, Dylan conversou com a Teen Vogue sobre sua participação em “Nashville” com Lennon Stella, o personagem que ele quase interpretou em “You” e a mentalidade de Theo na terceira temporada. Spoilers à frente: não leia isso se você ainda não terminou “You”.

Teen Vogue: Qual foi o processo de audição para “You” ? Você era fã do programa antes de entrar para o elenco?

Dylan Arnold: [Risos] Então, eu fiz o teste para  interpretar o Joe na primeira temporada, e depois fiz o teste para Forty para a segunda temporada, e agora, na terceira tentativa eu consegui o papel do Theo para a terceira temporada. Então, meu relacionamento com a série é bem longo, e eu, na verdade, fiz faculdade com Elizabeth Lail, que interpretou Guinevere Beck na primeira temporada. Então eu tinha visto os primeiros episódios da série, mas foi até eu ter feito o teste para a terceira temporada que voltei e decidi assistir a segunda temporada para pegar o tom do programa. Acabei maratonando toda a segunda temporada em dois dias e meio, coisa que eu nunca fiz com qualquer outro programa para o qual já fiz testes. Eu me sinto muito sortudo por fazer parte da terceira temporada, na verdade me tornei um grande fã do programa quando estava fazendo o teste, então os esforços valeram a pena.

TV: O que fez você querer continuar tentando esses papéis depois que não conseguiu os dois primeiros?

Dylan: Bem, eu sinto que, como ator, especialmente quando você está começando, você participa de audições. E “You” é um daqueles programas que é tão bem feito, tão bem produzido e tão bem escrito que parece uma ótima oportunidade toda vez que aparece para você. Quando a terceira oportunidade apareceu, eu fiquei tipo, talvez essa seja a minha chance. Mas é claro que você nunca sabe, então você só precisa fazer o trabalho e acreditar. Mas eu sinto que é um programa que sempre entrega bons conteúdos, então é claro que eu gostaria de fazer parte dele.

TV: A primeira vez que te assisti foi em “Nashville”, onde você interpretou o interesse amoroso da personagem de Lennon Stella. Como foi essa experiência?

Dylan: Foi uma ótima experiência. Me sinto muito sortudo pelas produções em que trabalhei, as equipes e a atmosfera era como se todos fôssemos uma família e muito solidários. Acredito que como em ambas “Nashville” e “You” eu me senti como se estivesse entrando nessas produções que já possuem esses relacionamentos estabelecidos um com o outro, e ambas foram muito acolhedores.

TV: Você acompanhou a carreira musical de Lennon nos últimos anos?

Dylan: Ah, com certeza. Ela é incrivelmente talentosa. É sempre emocionante quando ela lança algo novo. Nós mantemos contato ocasionalmente. Mas ela e sua irmã [Maisy] são super talentosas, é realmente maravilhoso ver o que ela está fazendo.

TV: Você também atuou nos filmes “After”. Noah é um personagem meio irritante, pelo jeito que fica do lado da mãe de Tessa. O que você estava pensando enquanto interpretava ele?

Dylan: Quero dizer, você não pode pensar em um personagem de maneira negativa senão você não se doará 100% ao interpreta-lo. Eu via ele tentando se conectar com Tessa, tentando encontrar uma maneira de se conectar com ela e encontrar alguma maneira de protegê-la e apoiá-la. Ele é definitivamente o oposto de Hardin. Então, se ela está indo para o lado de Hardin, então Noah definitivamente está fora da jogada.

TV: Em “You”, eu amo aquela cena em que Theo esta com a caixa de som tocando “Supercut”, de Lorde, para a Love e diz algo como: “Ouvi dizer que é isso que as pessoas da sua geração querem”. Que provocado. O que você achou dessa cena?

Dylan: A caixa de som, segurando a caixa de som do lado da casa é tão icônica, então estou feliz por ter experienciado isso. Na verdade, é engraçado porque sou um ano mais velha que Victoria [Pedretti] e muito mais velho que meu personagem, então aqueles momentos em que ela está se referindo a mim como um adolescente sempre foram muito engraçados porque sou mais velho do que ela. Mas sim, nos divertimos muito com essas cenas, mas também é de partir o coração. Descobrimos uma maneira de torná-la divertida e charmosa.

TV: O que você acha que fez Love e Theo se atraírem um pelo outro?

Dylan: Eu acho que para Theo, a sua vida familiar não é muito estável, ele realmente não tem um sistema de apoio. Há esse equilíbrio realmente interessante entre ele vê-la como um apoio e, de uma maneira estranha, quase uma figura materna, mas não totalmente, é claro. Ele está tentando encontrar alguém que possa amar e que possa amá-lo de volta. Se eu fosse pensar com a mente de Love, obviamente ela perde o irmão na segunda temporada, então há esse buraco que ela está tentando preencher, tentando encontrar alguém para cuidar. E ela encontra isso em Theo.

TV: Isso tudo torna a situação ainda mais irônico porque você poderia ter interpretado Forty.

Dylan: Demais, né?

TV: Apesar de tudo, Theo está desesperado para se apegar a essa crença de que não é verdade o que a Love fez, que deve ser culpa de Joe. O que está passando pela mente dele quando ele está lidando com tudo isso? O que isso fez você pensar?

Dylan: Eu acho que ele está cego pelo amor. Ele está tão de apaixonado que encontrou essa pessoa com quem realmente se conecta, quase parece um pouco com o final de Romeu e Julieta, em que ele se deixa levar por essa ideia romântica de fugir juntos e salvá-la. Ele está desesperado por uma conexão, desesperado para encontrar algum conforto, estabilidade. Em um certo ponto, quando você sente que é sua última chance, você vai com tudo. É difícil ver os defeitos da pessoa quando você está tão envolvido pelos sentimentos.

TV: Como você acha que Theo terminará? Ele tentaria se  “vingar” de Love? Ele seguirá em frente?

Dylan: Eu acho que, definitivamente, será difícil para ele confiar em alguém para amar novamente depois de todo esse desastre. Eu já pensei sobre isso, poderia ser interessante se ele fosse e tentasse se vingar. Ele provavelmente tentará seguir em frente com sua vida e descobrir uma maneira de ser feliz depois de tudo isso.

TV: Muita terapia no futuro dele.

Dylan: Muita terapia. Talvez ele possa usar a mesma terapeuta que [Joe e Love] usaram.

Matéria por P. Claire Dodson para a Teen Vogue
Tradução e Adaptação: Equipe After Brasil

Hero Fiennes-Tiffin, Josephine Langford e a diretora Castille Landon conversaram com exclusividade para a Clutch sobre as filmagens de “After: Depois do Desencontro” e sobre o relacionamento de Hardin e Tessa.

No dia 2 de setembro, o filme romântico “After: Depois do Desencontro” chega aos cinemas da Ucrânia – adaptação do best-seller mundialmente famoso da escritora americana Anna Todd da série After – que falará sobre o relacionamento complexo e extremamente apaixonado entre o “bad boy” Hardin e a “mocinha” Tessa Young.

Nós usamos esses clichês não porque temos medo de metáforas, mas porque Anna Todd foi capaz de ir além dessas imagens românticas e trouxe os personagens mais próximos da realidade. Realidade essa onde a “mocinha” precisa de estímulos eternos e paixão, enquanto ela não perde o toque consigo mesma e seus desejos. Já o “bad boy” não consegue se livrar de seus demônios sem envolver sua vida de volta nos seus traumas e medos.

A imprensa, que habitualmente não favorece histórias românticas e eróticas femininas, não nega a coisa mais importante – a química insana entre os atores principais Josephine Langford e Hero Fiennes-Tiffin. Esqueça a tensão, constrangimento e pausas que a fazia a audiência rir como em “50 Tons de Cinza” ou “Crepúsculo”. Em “After” isso não acontece e nem vai acontecer, garantem os criadores. Apenas a paixão e o amor, que todos os fãs da franquia já conhecem, vão deixá-los impressionados.

Antes da estreia ucraniana do filme, quando o grau de ansiedade e expectativas já estão altos, conversamos com a diretora de “After: Depois do Desencontro” Castille Landon e com os protagonistas Josephine Langoford e Hero Fiennes-Tiffin sobre as complexidades do amor.

Castille, quando você estava prestes a assumir esse projeto, como você se preparou?
CL: Nossa, eu assisti vários filmes românticos e realmente mergulhei nos livros. Para mim, este foi o verdadeiro ponto de partida, não necessariamente focando no que já havia sido feito ou mostrado nos filmes anteriores, mas olhando para tudo com uma perspectiva nova. O que eu faria, como eu me sinto sobre isso, o que aprender com a minha própria vida e experiência? Fui atraída para o material, percebi, vi através dos olhos de Tessa e Hardin. Além disso, adaptar um livro grandioso para um filme não é uma tarefa fácil. Eu tive que focar na história de Hardin e Tessa como uma forma de poder acessar o material. E para mim, a estrela guia sempre foi Hardin, Tessa e seu relacionamento.

Josephine, uma das coisas sobre o relacionamento de Tessa e Hardin é que eles são extremamente apaixonados, mas ao mesmo tempo muito conturbados. Por que o relacionamento deles segue essa trajetória?
JL: Eu acho que tem uma parte do amor que é inexplicável. Algumas vezes as pessoas gostam uma da outra, e vendo de fora você pode não entender o motivo, eles apenas se ama. Eles têm uma conexão intelectual muito grande. Eles compartilham dos mesmos valores e ambos tiveram infâncias difíceis. No fundo, eles são parecidos, mesmo que coisas superficiais não combinam. Eu acho que isso é muito bom para o relacionamento.

Hero, o que você acha?
HFT: Eu concordo com a Josephine, essa é uma história muito pessoal em que apenas os dois entendem o contexto. Mas eles estão, é claro, cercados por pessoas que os desejam bem, e isso é importante. Até mesmo para os casais mais estáveis, isso é muito importante.

Como esse relacionamento se desenvolve em “After: Depois do Desencontro”?
HFT: Eu acho que essa é a primeira vez que eles já não estão mais naquela idade de universitários, quando chega a idade adulta e já é hora de tomar decisões sobre trabalho, onde morar, até mesmo quem vai estar ao seu lado. Sem entrar em muitos detalhes, nós sabemos que têm temas diferentes, morais e valores que vêm com essa idade, e é claro, que isso influencia o romance apaixonado entre Hardin e Tessa.

Josephine, como a Tessa cresceu ao longo da história?
JL: Bem, nós vemos a Tessa crescer de uma jovem mulher que quase não teve experiências na sua vida além do trauma do relacionamento de seus pais para ter dificuldades ao tomar decisões. Ela vem ganhando experiências importantes sobre a vida. Essa é uma jornada de uma adolescente para uma mulher adulta, que ama, que é amada, mas que não vai tomar decisões baseadas apenas no amor e sentimentos.

As filmagens aconteceram durante a pandemia. Como foram as filmagens com essas circunstâncias na Europa?
HFT: Foi interessante. Nós filmamos dois filmes seguidos – e isso nos deixou otimistas. Você conseguia escapar das notícias ruins e focar no trabalho. Nem todos tiveram esse luxo, e eu acho que posso dizer por toda a equipe: ficamos felizes com essa oportunidade. O resultado final valeu a pena. Mas, por razões óbvias, pelo bem e segurança de todos, éramos muito limitados em quase tudo e não podíamos deixar o local que estávamos. Nós queremos mostrar esses filmes para os fãs o mais rápido possível, mas trabalhamos com o máximo de segurança possível. (A pandemia) tornou o processo de filmagem mais difícil , mas no final deu tudo certo.

Castille, por que você acha que os fãs amam tanto esse casal?
CL: Eu acho que o amor entre esse casal é “viciante” no melhor sentido da palavra. E eu descobri isso no set – você vê Hero e Jo interpretando Hardin e Tessa e consegue acreditar no romance dos personagens. Apesar de estar fazendo um filme e entender muito bem que estávamos em um set, eu não pude deixar de pensar: “Ai meu Deus, eles estão realmente apaixonados, isso é tão lindo.”

Por outro lado, eu acho que a autor Anna Todd tem algo realmente incrível nos seus livros – ela não julga, ela permite que seus personagens fiquem emocionados, confusos, às vezes imperfeitos, e ela não desmoraliza eles. E isso é ótimo porque muitos de nós podem admitir que nem sempre somos as melhores versões de nós mesmos. Nesses livros, nessa história, o caos da nossa vida é descrito, o amor é descrito.

Aguardem pelo romântico “After: Depois do Desencontro” em 2 de setembro nos cinemas da Ucrânia.

Entrevista por Lena Feskova para Clutch
Tradução e Adaptação: Equipe After Brasil

O ator britânico, que também é um modelo de elite, começou sua carreira de atuação ao interpretar brevemente o vilão dos filmes de Harry Potter em sua fase jovem.

Hero Fiennes-Tiffin pertence à nobreza da arte britânica desde que nasceu em Londres, há 23 anos, em uma das famílias mais respeitadas nessa área no Reino Unido. Modelo da Dolce & Gabanna, Ferragamo e Woolrich, auxiliado por um físico esguio de 1,85m de altura e um rosto que se estende por idades, ele começou sua carreira de ator retratando brevemente o vilão dos filmes de Harry Potter como criança, para, depois de aparecer em várias outras produções, brilhar em primeiro plano como a parte masculina do casal cinematográfico do momento, idealizado pela escritora Anna Todd, baseado nas aventuras do membro mais popular do grupo One Direction, Harry Styles, em “After”.

Felizmente, a saga foi um fenômeno literário e cinematográfico, chegando à sua terceira adaptação com “After: Depois do Desencontro”, em que seu personagem, o atraente, mas um tanto inquieto e oprimido Hardin Scott enfrenta o seu pior inimigo – ele mesmo -, apoiado como sempre por sua amada Tessa, que é interpretada pela também muito midiática Josephine Langford.

Como você vê o crescimento de Hardin?
Bem, ele começou como um bad boy um tanto misterioso que as garotas gostam muito, então descobrimos que ele é bastante atormentado por seu passado e agora vamos entender o porquê dele ser assim. Sim, ele vai crescer, evoluir e vai, literalmente, sair de sua pele para chegar ao seu destino que consiste em recompor o que ele destruiu no seu interior e ser a melhor versão de si mesmo e para ele próprio. Eu diria que a parte de sua jornada agora é acordar e ser uma pessoa melhor.

O que você acha que tem em comum com ele (Hardin) e o que você acha que os diferencia?
Uma de nossas similaridades é que ambos colocamos bastante esforço e amor ao fazer coisas que nós amamos. Somos muito dedicados quando algo realmente nos interessa. Se eu gosto de algo, coloco todo o meu esforço e dedicação, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. Somos parecidos nesse quesito, mas nos diferenciamos em que eu acho que sou, ou geralmente sou, mais lógico, enquanto ele é mais levado por seus sentimentos e é muito impulsivo. Eu diria que sou melhor ao lidar com minhas emoções e ao pensar mais antes de agir.

Os personagens que permitem o ator a deixar se levar são mais divertidos?
Eu gosto de personagens que não estão cientes das consequências de suas ações e da quantidade de danos colaterais que podem causar com a sua natureza destrutiva. Eles acabam com relacionamentos, eles explodem frequentemente, e talvez isso seja algo que todos nós gostaríamos de fazer algumas vezes, mas geralmente nos contemos. Me desculpem, isso não é um comportamento que deve ser considerado como um exemplo, mas é tremendamente divertido para um ator poder interpretar alguém assim, que te permite atuar sem muitas limitações porque ele ainda não aprendeu a se controlar. É fantástico lidar com um personagem tão intenso e, ao mesmo tempo, enquanto ele vai se conhecendo aos poucos, ele te deixa em alerta e atento a esses detalhes.

Muitos tentam, mas nem todos conseguem fazer uma saga juvenil se tornar um sucesso literário e cinematográfico. Você consegue achar uma explicação para isso?
Eu acho que o segredo dessa conexão é que as histórias de amor não têm uma data de validade. Nós já vimos milhares delas ao longo da história e não nos cansamos porque, no final das contas, elas refletem uma parte importante da vida das pessoas, ainda mais quando você é jovem e enfrenta todos esses sentimentos pela primeira vez. Eles geralmente são novos para você. E então, as histórias de “After” têm tudo aquilo que preocupa os jovens: problemas familiares, relacionamentos, festas, bebidas e separações. E elas não se afastam de questões como sexo e da importância que isso representa em um relacionamento. Isso é algo que outras sagas não abordam. No final, tudo isso torna a história cativante.

E as pessoas te tornaram um símbolo sexual com 23 anos…
Bem…

Você acha que, até o momento, a sua boa condição física tem sido fundamental na sua carreira?
Eu acho que sim. Acho que algo teve a ver com isso.

Você gosta da sua carreira como modelo?
Sim, embora eu prefira mil vez atuar e essa sempre foi a minha prioridade. \mas a verdade é que eu gosto de usar roupas descoladas e amo viajar e conhecer novas pessoas através dessa parte da minha vida. Eu também gosto de explorar o mundo da criação e ver como os designers investigam e criam novos estilos. É um mundo muito emocionante. Sim, eu gosto de ser modelo também.

Isso é algo que faz crescer o seu número milionário de seguidores que te acompanham nas redes sociais. Você gosta disso? Sente orgulho ou não curte a ideia ter influência na vida de pessoas que você não conhece?
Na verdade, um pouco de tudo isso. Eu gosto, mas também é um peso nos meus ombros que eu carrego. Não era algo que eu esperava, eu apenas gostava de atuar e contar histórias – a fama e seguidores vieram de repente. No começo, foi algo que me preocupou e quis me manter um pouco afastado, mas com o tempo eu acostumei com o fato já não é algo que me preocupa mais. Além disso, sempre que tenho contato com alguém através das redes sociais, eu sempre recebo bastante amor e fãs incríveis me apoiam, isso é algo que me deixa muito feliz. Mas no começo foi chocante e difícil de me acostumar.

E isso já começou desde a época em que você interpretou Tom Riddle na saga Harry Potter, onde você dividiu o personagem com seu tio Ralph Fiennes?
Sim, foi muito curioso para nós dois interpretarmos o mesmo personagem em fases diferentes. Todos foram muito gentis comigo e sempre se preocupavam se eu estava confortável, o diretor sempre sorrindo e calmo, não deixando cair a pressão das filmagens em cima das crianças. Apesar de ter ficado nervoso, só tenho boas lembranças dessa experiência. Foi incrível.

E agora que Hardin Scott está prestes a desaparecer de sua vida, ainda faltando mais um filme a ser lançado, para onde você pretende direcionar os seus próximos passos?
Eu amaria estar em uma história que se passasse na Inglaterra, talvez um filme do Guy Ritchie. Isso me deixaria muito feliz, trabalhar em Londres em alguma típica história londrina porque existem muitos talentos no meu país, os atores são incríveis. Eu colocaria Sherlock Holmes na minha vida e carreira, por exemplo, sem hesitação, mas existem muitas outras histórias que ainda não foram vistas pelas pessoas e eu espero que elas estejam aguardando por mim.

Entrevista: La Vanguardia
Tradução e Adaptação: Equipe After Brasil

Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Em conversa com Anna Todd e Damon Baker

Anna Todd, autora de best-sellers internacional e do New York Times, é a mente criativa por trás da popular série de livros “After”. Desde o início de sua carreira como escritora no Wattpad até se tornar uma autora publicada, seus livros foram traduzidos para mais de 30 idiomas e “After”, o primeiro romance da série foi adaptado para cinema em 2019, com sequências a serem lançadas.

Damon Baker, o fotógrafo talentoso, sentou-se com Anna para conversar sobre sua carreira e sua vida.

Damon: Anna, alguns momentos atrás você estava na frente da minha câmera me dizendo que não tinha ideia do que fazer, então acendemos uma vela juntos e eu disse a você que tudo que você precisa fazer é fechar os olhos, mas quando você os abre, você é a mulher que sempre foi. Uma mulher que dedica sua vida a Asher e Jordan, uma mulher que traz sua fantasia à vida, dando todo seu coração e alma para sua arte.

Anna: Em primeiro lugar, obrigado por me permitir sair da minha zona de conforto de uma forma tão confortável e autêntica.

É natural para você expressar seus pensamentos através da escrita?

Escrever para mim é tão natural quanto respirar. É o único momento em que minha mente fica em silêncio, apesar das palavras e mundos inteiros fluindo através de mim e para o teclado. Sinto que minha mente está tão cheia de tantas histórias, pessoas e cenários que não tenho tempo suficiente durante o dia para contá-los todos.

Você me disse que escrever não é uma rotina, é um momento que aparece em você e que é quando realmente se sente inteira, para criar?

Sim! Eu conheço muitos escritores que programam seus dias de escrita, colocando até horários, e eu sempre senti inveja de eles poderem fazer isso. Sempre que tento programar minha escrita, fico parada na página em branco e isso realmente me dói. Se eu forçar, acabo apagando tudo na próxima vez que leio. Há momentos em que estou no meio de uma tarefa completamente diferente, ou mesmo no telefone ou no supermercado e tenho que pegar o meu celular e anotar tudo no bloco de notas. Sou uma escritora muito desorganizado nesse sentido. Tenho que sentir tudo ou odeio cada palavra.

Quem é você criativamente, Anna?

Sou mais uma contadora de histórias do que uma escritora. Sou uma mulher chegando ao meu poder (muito recentemente) e tentando dar voz aos que não têm voz. Quero que as pessoas, que normalmente não conseguem se encontrar em romances, se sintam vistas e ouvidas nos meus. É isso que sonho que seja o meu legado.

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A criação de um império certamente deve ter afetado sua saúde mental. Isso é verdade?

Bem, isso definitivamente afetou minha saúde mental. Não quero parecer ingrata, mas tem sido difícil de ajustar, especialmente quando se trata de tentar fazer minha fã-base feliz. As redes sociais costumavam ser um lugar divertido para mim e agora quanto mais minha carreira cresce, mais ansiedade isso me causa. Não é normal ler coisas ruins ou boas até mesmo sobre você o dia todo. Sempre tive uma espécie de cérebro maníaco, mas isso fez com que eu desenvolvesse uma extrema ansiedade em torno das redes sociais e da pressão para viver de acordo com o legado que quero deixar. Sou grata pela minha vida e carreira, mas definitivamente teve um custo para a minha saúde mental. Eu não diria que estou bem, mas estarei.

Eu adoraria saber como você lida com compartilhar a sua arte com o mundo.

É diferente com cada livro. Às vezes eu escrevo algo e sinto que é a melhor coisa que escrevi, então eu entrego e vejo o meu próprio trabalho. Tenho esse processo que sempre sinto que não mereço elogios e atenção, e às vezes é difícil voltar à realidade e lembrar que minhas palavras tocaram milhões de pessoas. Eu tive Síndrome do Impostor nos últimos seis anos, mas aos poucos estou assumindo meu poder e não consigo imaginar uma vida em que eu não compartilhasse minhas palavras com as pessoas.

O que te levou ao momento de sua vida em que decidiu que compartilhar sua arte era seu destino?

Eu gostaria de ter uma resposta elaborada e chique para essa pergunta, mas foi o tédio. Literalmente. Tenho sido uma leitora muito ávida durante toda a minha vida, mas nunca sonhei que poderia escrever algo meu. Encontrei um site que estava lendo e um dia decidi escrever um capítulo e depois outro, depois outro. Escrevi meu primeiro romance escrevendo o que queria ler como leitora, e aqui estamos.

Por favor, diga-me, diga ao mundo, onde você vai se aventurar a seguir? Sua arte criou um mundo para muitas pessoas se conectarem e se sentirem seguras ao redor do mundo.

Obrigada. Estou passando por uma grande transição criativa agora, pela qual estou igualmente apavorada e animada. Tenho tantas histórias para contar e muitas outras conexões para fazer para meus leitores, novos e antigos. Eu comecei minha própria produtora depois de minha experiência em adaptar meus próprios romances e vou criar um espaço seguro e justo para os criativos se expressarem sem a escuridão da indústria.

Talento: Anna Todd
Fotografia: Damon Baker
Styling: Lisa Jarvis
Cabelo: Patricia Morales usando IGK hair care
Maquiagem: Trace Watkins
Jornalista: Jana Letonja

Matéria: Numéro Netherlands
Tradução e Adaptação: Equipe After Brasil

Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Josephine Langford está pronta para o futuro. Após estrear em Hollywood no filme “7 Desejos”, em 2017, a sua fama explodiu ao interpretar Tessa Young em “After” (2019), baseado nos livros de sucesso mundial de Anna Todd. Agora que a sequência “After We Collided” está chegando nos cinemas ao redor do mundo, Langford pôde refletir sobre fazer os dois filmes – e se divertir um pouco. “Eu estabeleci uma meta para os primeiros 50 dias [da quarentena] que foi fazer um vlog para alguns amigos: fazendo reviews de esfregões, comentando sobre correspondências, esse tipo de coisa,” ela compartilha. “Foi absolutamente para o meu próprio entretenimento e não deles, apesar do conteúdo de alta qualidade.”

Quando os livros da série “After” atingiram as livrarias, os romances e o mundo que eles criaram rapidamente desenvolveram uma fã-base fiel. Ao se juntar à adaptação cinematográfica, Langford foi lançada para este mundo repentinamente, representando uma personagem que muitas pessoas se identificam. Fazer parte deste grupo levou Josephine a algumas interações interessantes com fãs, ela diz. “Eu raramente sou reconhecida, mas uma garota chegou até a mim quando eu estava comprando uma camiseta um dia,” Josephine lembra. “Nós começamos a conversar sobre livros e o quão feliz ela estava que essa história e esses personagens que ela amava se tornaram filmes. Fazer parte de uma experiência positiva para alguém e ouvir isso faz tudo valer a pena.”

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Parte da habilidade de Langford de se conectar com a personagem Tessa vem da sua amizade próxima com Anna Todd. A autora era uma presença constante nos sets durante as filmagens do primeiro filme da série, e para “After We Collided”, ter a opinião de Anna foi importante para a interpretação de Josephine. “Anna estava no set todos os dias,” Langford explica. “Ela estava sempre cuidando da Tessa olhando seus diálogos, figurinos e áreas diferentes para ter a certeza de que ela parecesse exatamente como nos livros.”

“After We Collided” também levou Langford à territórios desconhecidos. No filme, ela entra em uma briga física com outra personagem, uma cena que ela diz ter requerido atenção especial. Ouvir os profissionais é fundamental ao se preparar para uma cena de briga, ela conta. “Nós tivemos um coordenador de dublês incrível, Kevin, que instruiu Inanna e eu a como brigar de maneira segura para as cenas em que precisávamos. Eu tinha uma experiência muito curta com cenas assim, mas existe uma adrenalina no meio de tudo isso e eu amei. Adoraria fazer mais coisas do tipo.”

Com todas essas novas experiências, “After We Collided” ainda tem muito da sensualidade que os fãs da série tanto amam. Quando perguntada sobre o maior equívoco que as pessoas têm sobre fazer cenas mais provocativas em um filme, Langford simplesmente responde, “Talvez que elas sejam realmente sensuais quando você as está gravando?” Ela continua, “É a parte menos interessante e criativa de todo o processo porque, com outras cenas – quando você as grava várias vezes -, existem coisas que você pode acrescentar e ir descobrindo. Você não pode fazer isso durante cenas em que existem limites estabelecidos e ações previamente concordadas.”

Ao trabalhar na sequência, Langford fez um esforço para dar mais atenção ao trabalho feito nos bastidores. “De modo geral, eu sinto que tenho um melhor entendimento de todo o processo agora,” ela diz. “Definitivamente tenho uma melhor compreensão de como eu trabalho. Você aprende o impacto que cada elemento de um filme tem no produto final.”

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Além de “After We Collided”, Langford também está envolvida no próximo filme dirigido por Amy Poehler, “Moxie”, que será lançado na Netflix. O roteiro foi adaptado do livro de mesmo nome da autora Jennifer Mathieu, que Langford leu ao se preparar para o novo papel. “Eu acho que é uma adaptação incrível do livro, mas também com um pouco de humor e outros bons complementos,” ela fala sobre o filme. “Eu diria que o filme é focado em estabelecer identidades diferentes e diversidade. Ele fala sobre privilégios e a diferença entre gerações no ativismo e as várias maneiras que podemos lutar contra a injustiça social. Foi interessante ver esse tipo de comentário já que eu, definitivamente, tenho uma visão mais tradicional sobre ativismo.”

Enquanto alguns detalhes sobre o filme e como ele se diferencia do livro estão disponíveis para o público, Langford ainda falou algumas características sobre a sua personagem. “Eu interpreto a Emma. Ela é a vice-presidente e chefe das líderes de torcida da sua escola, e uma daquelas garotas cuja vida parece ser perfeita por fora,” Langford compartilha. “Ela se impõe como um lembrete muito importante de que não se deve julgar um livro pela capa. Humanos são contraditórios e complexos, você não sabe quem alguém é ou o que eles já viveram até que você realmente os conheça. Pessoalmente, falsas suposições me incomodam.”

Estar no set de “Moxie” foi uma experiência especial, ela disse. “Foi um ambiente positivo e apoiador… É muito bom fazer parte de algo que fala sobre assuntos importantes e questões sensíveis que as pessoas possam aprender algo e se divertir,” ela observa. Ativistas políticos reais estiveram envolvidos no processo de filmagem e, entre cenas, Langford conversou com eles sobre problemas da vida real e como mudanças podem ter efeito no mundo. “Em um dia nós tivemos a visita de vários ativistas no set e, entre as filmagens, nós pudemos conversar com eles,” ela se lembra. “Eu nunca tive uma experiência assim antes e foi algo muito incrível.”

Agora que “After We Collided” está nos cinemas e disponível em VOD em alguns países, Langford disse que ela está ansiosa para duas coisas: “Terminar a história de Tessa e mudanças sociais.”

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Fotografia: Jonny Marlow @ Early Morning Riot
Fashion: Jordan Boothe @ LMC Worldwide
Modelo: Josephine Langford
Cabelo: Dimitris Giannetos @ The Wall Group
Maquiagem: Adam Breuchaud @ The Wall Group
Texto: Braden Bjella

Fonte: Braden Bjella para Schön! Magazine
Tradução e Adaptação por Marcelo Ramos para o After Brasil




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AFTER
Status: Disponível
Direção: Jenny Gage
Roteiro: Susan McMartin

AFTER: Depois da Verdade
Status: Pós-produção
Direção: Roger Kumble
Roteiro: Anna Todd

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