Matéria publicada por: Cínthia Demaria

Hardin quer ficar com Tessa, mas encontra Molly quando eles brigam. Tessa procura Zed nos momentos em que Hardin a magoa. Hardin procura uma antiga parceira quando ouve Tessa chamar por Zed em um sonho. Tessa começa a observar Trevor quando não está bem com Hardin.

Mas afinal, de onde vem essa insistência em colocar um “terceiro” na relação, especialmente quando uma parte dela cai? Em uma explicação simplista talvez fosse apenas para “irritar o outro” ou o fazer dar valor quando está prestes a perder. E sim, por mais infantil que possa parecer esta estratégia, no fundo o que ela pretende é estampar a possível perda da parceria amorosa quando um da relação não se sente valorizado. O fato é que é muito mais do que isso. 

Em vários textos desta coluna eu já trouxe o conteúdo de que o que amamos no outro é o que ele desperta em nós: Tessa ama Hardin de uma forma diferente da que amava Noah, porque na realidade o que ela ama é a mulher que Hardin a desperta; é como se ela amasse ser quem é quando está com ele – e vice versa. E é isso que mantém em uma relação. Se não há sentimento no que o outro te traz, então não há amor.

 A definição do amor passa também por uma aceitação social de que se é desejado. Saber que alguém dedica a si as suas pulsões sexuais traz prazer ao ego e insere o sujeito no desejo de alguém. É como se o amor, mesmo que em uma relação, fosse também um auto amor, um ‘se sentir amado’, que mantém o sujeito gozando da relação, independente de tudo o que tenha que enfrentar para isso. O ponto complexo da relação deles é quando o desejo vira só gozo, e um gozo próprio, que, no caso de Tessa, custa um sofrimento de manter conquistando o “inconquistável”, o que nenhuma outra mulher teve. Mas, para isso, ela também precisou fazer Hardin perceber (e aceitar) que também só gozava e que assim como era pra ela, pra ele também poderia ser um ambiente inseguro. Não era porque ela o amava que as regras seriam sempre dele.

Inserir um outro nesse vai e vem pulsional (de perde e ganha) os faz também gozar da posição de “sou desejada para além do seu olhar”. E, lá no fundo, há também o prazer de se satisfazer e ter a certeza de que se perder aquele sujeito que lhe deseja hoje, haverá outros e outras no mundo capaz de também lhe desejar.

O que estou querendo dizer com isso é que não é só um jogo endereçado a um outro quando se procura um terceiro. É também de uma jogada narcísica de tentar pertencer ao desejo de alguém, uma vez que aquele está abalado. Por isso uma relação amorosa estável é socialmente taxada como “felicidade” para o conceito social. Não há nada melhor do que ser aceito no desejo de alguém, especialmente naquele que eu também desejo. E é sim um trabalho árduo, de idas e vindas, porque o outro também precisa bancar o seu próprio gozo, inclusive em outras esferas. Já discuti aqui sobre o que mantém Hardin na aposta mesmo já amando Tessa, e apresento-lhes um novo argumento, para dizer que ele também estava inserido em um outro desejo, de ser reconhecido pelos amigos por manter um semblante de quem poderia controlar o que sentia, sem perdas –  o que cairá por terra quando o medo de perder o desejo de Tessa passará a ser sua prioridade narcísica.

E é nessa mola do desejo que há também o prazer. Eles parecem querer (inconscientemente, é claro) testar o que é seguro e o que não é. A certeza de ser inscrito no desejo do outro traz consequências, mais ou menos dolorosas, a partir da insegurança do sujeito. Enquanto faz Tessa sofrer, Hardin é quem sofre mais pela insegurança. Até ter certeza que ele estava inscrito no desejo dela, precisou perdê-la várias vezes.

E quando isso para? Quando Hessa, especialmente na maturidade de Tessa, dá um ponto de basta nesta mola do desejo que vai e vem, e mostra a Hardin que uma relação não é jogo: não preciso um ganhar para o outro perder. Uma relação é uma parceria bancada pela segurança de um desejo, de um sujeito que não é “todo” seu. Ele é repartido, em vários pontos de desejo, mas que escolhe partilhar o sexual, endereçado a ti. Quando os dois aceitam que há desejo para além de si próprio, há relação possível.



Na manhã do dia 04 de Setembro recebemos uma fantástica notícia, After foi indicado para o People’s Choice Awards! Suamos para indicar e agora conseguimos, a força desse fandom é tremenda, mas a nossa luta não para por ai. Fomos indicados mas agora temos um longo caminho a percorrer para GANHARMOS. Não sabe como fazer? Não seja por isso, fizemos esse post especial para explicar tudinho para você!

SITE

  • Acesse o site do PCA.
  • Escolha a categoria “The Drama Movie of 2019”
  • Escolha a quantidade de votos que você quer dar (25 gente!)
  • E pronto, não se esqueça de se certificar de que seus votos foram computados!

Usem TODOS os emails possíveis que vocês tiverem, é rapidinho!

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Os votos através do Twitter serão elegíveis apenas se:
– A conta tiver foto de perfil
– Mais de 10 seguidores
– Ter sido criada pelo menos 24h antes do voto ser enviado.

O modelo de voto, segundo o PCAs é: I voted for #TheDramaMovie and #AfterMovie for the E! People’s Choice Awards! #PCAs@aftermovie

RTs contam como voto, mas os tweets devem conter apenas a hashtag do filme e da categoria em que foi indicado. Palavrões, insultos e afins desqualificam o voto.

As votações vão até o dia 18 de Outubro, contando 25 votos por dia. Além dos votos comuns, o PCAs promove a Votação Turbo em dia selecionados (10, 17 e 24 de Setembro e 1, 8 e 15 de Outubro), onde 2 votos contam como 50 votos. Então salvem as datas, ativem os despertadores e vamos a maratona!



Matéria publicada por: Cínthia Demaria

Transitando pelos perfis de After é fácil perceber, pelos relatos de fãs, como a leitura de toda a série é rápida. A própria Josephine Langford (atriz que interpreta a Tessa no longa metragem) admitiu ler em tempo recorde todos os livros antes de começar as gravações. E porque a leitura é tão cativante? É óbvio que a narrativa é leve e instigante, mas há também outros fatores que fazem com que a história fique ainda mais interessante para o público. Como esta é uma coluna que fala sobre emoções, é claro que será a partir delas que iremos prosseguir. 🙂

Vale lembrar que a estrutura da escrita e o roteiro são, de fato, os fatores principais de audiência. Não adianta ter uma história boa se não puder contá-la de forma tão agradável. E Anna Todd faz isso brilhantemente. Todavia, há questões conscientes e inconscientes que faz com que a leitura individual de cada um transforme esta publicação em um aglomerado de admiradores ao redor do mundo. Vamos a elas:

  1. Identificação com os personagens 

Este pra mim é o principal. Dentre todas as pessoas que leram After até o final (mesmo as que não gostaram do resultado), sem dúvida alguma se identificaram a algum personagem ou situação. Basta a metade do primeiro livro para você já se reconhecer em alguém ou reconhecer em algum personagem, uma relação que você já tenha vivido (de amizade, de amor, de família, de faculdade…). Esse pra mim é o grande “segredo de sucesso” deste livro. A riqueza de detalhes exposta por Anna capta perfeitamente o leitor por alguma característica, nem que seja por uma contra identificação. Se a história te lembrou algum momento da sua vida ou de alguém próximo à você, acredite, você foi capturado nesse primeiro tópico da lista.

2. Sensibilidade e exploração de emoções

Se você não se encontrou no primeiro tópico, sem dúvida vai se encontrar neste. Se você tiver lido After até o fim e não se identificou a nenhum personagem, é porque se identificou a alguma sensação/situação. Não é preciso ser parecido com Tessa para se lembrar de amores improváveis, experiências sexuais, relacionamento com os pais, com amigos, com estudos etc. Já vi relatos de várias pessoas dizendo que só ficaram na leitura para ver como a personagem principal iria sair das situações. Nem que seja pela esperança de ver uma mulher mais empoderada, capaz de tomar as suas próprias decisões, você que leu até o fim, ficou pra ver.

Sobre as emoções, nem preciso dizer que são as maiores ofertas desta obra, não é? O leitor vai de ódio ao amor em menos de dez páginas corridas. E esse é um ponto fundamental da história: ela cria expectativa, frustra, devolve em alegria, para então começar tudo de novo. É como se After replicasse a montanha russa de novos relacionamentos, em que o leitor nunca sabe o que esperar, mas que quer desesperadamente descobrir onde vai dar.

3. Explorar o inexplorável

Há um fato fundamental em After que se chama: novidade. Tudo é novo pra Tessa, pra Hardin e pra família de ambos. Onde isso vai dar? Como eles vão reagir a isso? Será que vão conseguir sair disso? Tudo é novo. Não há nenhuma sensação que seja corriqueira. E não é isso que desperta os instintos jovens ávidos de curiosidade?

A graça está justamente nas palavras: “não fazemos ideia do que esperar, porque nunca saberemos o que pode acontecer”. O livro termina com um final tranquilo, o que indica que ele devesse mesmo terminar, porque o leitor que chegou até ali chegou pelo fator da novidade. After replica algo muito interessante das grandes histórias, especialmente a de “Alice no país das maravilhas”, onde tudo é novidade. Toda hora é um acontecimento novo, que ela nunca sabe como foi parar ali, mas de repente está, e é ali que se descobre, se renova, cria novos laços e novos ciclos. E não é isso uma delicia de ler? O frio na barriga despertado pela leitura de Anna é muito semelhante ao de Alice – sempre quis compartilhar essa impressão com alguém, e aqui estou eu explanando.  

Bom, poderia enumerar pelo menos mais uns dez tópicos que fazem da leitura de Anna Todd irresistível, mas esses são pra mim, os principais. E para você? Você se identifica a algum deles?

Matéria publicada por: Cínthia Demaria

“É possível ter mais de um amor na vida?”. Recebi esta pergunta no Instagram (@afternodiva) e achei pertinente discutir a resposta a partir dos triângulos amorosos que se formam em After: Tessa, Noah/Zed e Hardin; Trish, Vance e Ken; Landon, Dakota e Nora, dentre outros. O amor é explorado na obra de Anna Todd sob diversas facetas, mas hoje vou me ater a estas ‘surpresas’ das parcerias amorosas.

Pelos resultados que conhecemos de cada história, já podemos concluir que sim, é possível encontrar um novo amor, ainda que se considere o passado. 
A vida é cheia de mudanças, de novos encontros e de suas próprias descobertas. Todavia, não há fórmula pronta e nem regra. Cada um tem a sua história e a sua versão de si que poderá (ou não) dividir com alguém.

Tessa amava Noah de um jeito fraternal, respeitoso, e foi sim muito feliz com a segurança que encontrou nele durante toda a vida. Não faz sentido compará-lo com Hardin se pensar que ela era feliz com o relacionamento que tinha. Sem conhecer outro mundo, ela parecia estar muito bem neste, tanto que gostaria que Noah tivesse ido para a faculdade com ela no primeiro momento. Com Hardin foi uma outra história, sobre a descoberta de si mesma. Uma vez que conheceu outra versão de si, percebeu que não poderia ser mais feliz do jeito que era e “viciou-se” em ser a Tessa que experimentava com Hardin.

Trish é uma mulher de um grande amor. A verdade é que ela nunca amou Ken como amou Vance. Embora a vida a tenha encaminhado para o casamento com um terceiro, ela nunca deixou de amar quem ela era quando estava com Vance. Neste caso, ela tentou criar uma versão de si que era ‘necessária’ àquela situação e acabou não sendo feliz. Todavia, ao final encontrou um novo amor e se casou novamente, mas desconfio que a relação com Vance jamais tenha morrido para ela (vide o fatídico dia em que Hardin flagrou os dois). 

Vance, ao encontrar Kimberly, vê outra chance para si mesmo, e isso faz despertar o amor novamente. Bem como Ken, que parece encontrar em Karen, o seu primeiro (e real) amor.

Landon é como Tessa. Amava Dakota, mas foi praticamente “obrigado” a desistir dela, desde que não foi mais uma opção ficar com ela. Nora despertou nele uma nova versão, que ele estranhou a princípio, mas preferiu experimentar mais até ter a certeza de que queria seguí-la pelo resto da vida.

O amor aparece de diversas formas. Algumas são por circunstâncias da vida, por opções, por mudanças de paradigmas e outras nem sempre por escolhas. A experiência faz com que ele floresça sem regras, sem pudor, ele simplesmente acontece. O ser humano muda, conhece novas prioridades e novas versões de si mesmo; e tende a amar aquele que partilhar disso.

Resumindo, sim, é possível ter outros amores na vida a partir das nossas próprias descobertas. Já disse uma vez que o que amamos no outro é na verdade o que ele desperta em nós. Por isso, amamos uma versão de nós mesmos e de quem somos quando escolhemos dividir a vida com alguém. 

Não vale a pena acreditar em um amor único se assim intitular a sua relação antes de vivê-la intensamente. Vale a pena viver, se descobrir e ser feliz, para então perceber que o seu relacionamento é pautado pelo amor. Não há rótulos, nem gênero, nem certo, nem errado. Há a sua experiência totalmente imperfeita, porque o verdadeiro amor está nas imperfeições, no esforço e na sua compreensão de que é possível superar as diferenças de alguém se aquilo lhe trouxer alguma satisfação real.

Amar é compreender-se, valorizar-se e respeitar a sua vontade de ser feliz. Se encontrar uma única pessoa que te desperte isso, legal; mas não significa que não poderá encontrar diversas vezes, porque dentre as várias versões de si, você acaba ficando com a que mais desperta o que há de melhor em você. Como Hardin. Como Tessa.

O ator mirim Max Ragone acaba de se juntar ao nosso querido elenco do de After: Depois da Verdade. Já tivemos os anúncios especiais de Candice King, Charlie Weber, Louise Lombard, John Jackson Hunter,Karimah Westbrook, Rob Estes e Dylan Sprouse, mas vocês com certeza sentiram falta de mais uma pessoa….

Max irá interpretar nosso amado Smitn Vance, filho de Christian Vance com sua esposa Rose Vance. Smith é uma criaça cativante e claramente muito avançado para a sua idade, perceptivo e muito esperto, se comunica até como um adulto. Se vocês ainda não tiveram um ataque de fofura com as fotos do post vocês precisam ver o vídeo.

Ansiosos para o nosso filme com esse grande elenco? Pois eu já quero 2020 aqui na minha mesa!




Nome: After Brasil / Anna Todd Brasil
Online desde: 19 de Junho de 2014
URL: afterbr.com / annatodd.com.br
Webmaster: Douglas Vasquez
Contato: contato@afterbr.com
Versão: 4.0

O After Brasil é a maior fonte sobre a série no Brasil e no mundo; oficializado por Anna Todd e as editoras e distribuidoras parceiras. Todo o conteúdo do site (fotos, notícias, vídeos e etc) pertencem ao site a não ser que seja informado o contrário. Este site foi criado por fãs e para os fãs e não possui nenhum tipo de fins lucrativos.
com

AFTER
Status: Disponível
Direção: Jenny Gage
Roteiro: Susan McMartin

AFTER: Depois da Verdade
Status: Pós-produção
Direção: Roger Kumble
Roteiro: Anna Todd

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