Matéria publicada por: Marcelo Ramos

A Amazon fechou um acordo para exibir, com exclusividade, o filme “After We Collided” no Reino Unido, França, Itália e Espanha.

No Reino Unido, França e Itália, o filme será lançado em 22 de dezembro e seguido pela Espanha, com estreia marcada para 1° de Janeiro. O longa foi lançado nos cinemas de vários países em setembro e outubro deste ano, se tornando um dos poucos pontos de luz nas bilheterias entre a escuridão causada pela pandemia da COVID-19, arredando um lucro de quase US$50 milhões.

A Netflix lançará o filme nos Estados Unidos em 22 de dezembro.

Josephine Langford, Hero Fiennes Tiffin e Dylan Sprouse estrelam a sequência, uma adaptação do romance best-seller “After – Depois da Verdade”. Anna Todd, autora da série de livros, escreveu o roteiro em parceria com Mario Celaya.

“Estamos animados por trazer aos afternators o tão esperado novo filme da franquia After,” disse Chris Bird, chefe de conteúdo europeu na Amazon Prime Video. “É uma ótima oportunidade para os membros Prime da Itália, Espanha, França e Reino Unido descobrirem o segundo filme desse fenômeno mundial entre os jovens.”

Roger Kumble é o diretor responsável pelo longa e produzido por Nicolas Chartier, Eric Lehrman, Andrew Panay, Jennifer Gibgot, Anna Todd, Aron Levitz, Courtney Solomon, Mark Canton e Brian Pitt.

No ano passado, o primeiro filme “After” arrecadou US$70 milhões ao redor do mundo.

Matéria por Andreas Wiseman para o Deadline
Tradução e Adaptação por Equipe After Brasil

Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Em conversa com Anna Todd e Damon Baker

Anna Todd, autora de best-sellers internacional e do New York Times, é a mente criativa por trás da popular série de livros “After”. Desde o início de sua carreira como escritora no Wattpad até se tornar uma autora publicada, seus livros foram traduzidos para mais de 30 idiomas e “After”, o primeiro romance da série foi adaptado para cinema em 2019, com sequências a serem lançadas.

Damon Baker, o fotógrafo talentoso, sentou-se com Anna para conversar sobre sua carreira e sua vida.

Damon: Anna, alguns momentos atrás você estava na frente da minha câmera me dizendo que não tinha ideia do que fazer, então acendemos uma vela juntos e eu disse a você que tudo que você precisa fazer é fechar os olhos, mas quando você os abre, você é a mulher que sempre foi. Uma mulher que dedica sua vida a Asher e Jordan, uma mulher que traz sua fantasia à vida, dando todo seu coração e alma para sua arte.

Anna: Em primeiro lugar, obrigado por me permitir sair da minha zona de conforto de uma forma tão confortável e autêntica.

É natural para você expressar seus pensamentos através da escrita?

Escrever para mim é tão natural quanto respirar. É o único momento em que minha mente fica em silêncio, apesar das palavras e mundos inteiros fluindo através de mim e para o teclado. Sinto que minha mente está tão cheia de tantas histórias, pessoas e cenários que não tenho tempo suficiente durante o dia para contá-los todos.

Você me disse que escrever não é uma rotina, é um momento que aparece em você e que é quando realmente se sente inteira, para criar?

Sim! Eu conheço muitos escritores que programam seus dias de escrita, colocando até horários, e eu sempre senti inveja de eles poderem fazer isso. Sempre que tento programar minha escrita, fico parada na página em branco e isso realmente me dói. Se eu forçar, acabo apagando tudo na próxima vez que leio. Há momentos em que estou no meio de uma tarefa completamente diferente, ou mesmo no telefone ou no supermercado e tenho que pegar o meu celular e anotar tudo no bloco de notas. Sou uma escritora muito desorganizado nesse sentido. Tenho que sentir tudo ou odeio cada palavra.

Quem é você criativamente, Anna?

Sou mais uma contadora de histórias do que uma escritora. Sou uma mulher chegando ao meu poder (muito recentemente) e tentando dar voz aos que não têm voz. Quero que as pessoas, que normalmente não conseguem se encontrar em romances, se sintam vistas e ouvidas nos meus. É isso que sonho que seja o meu legado.

A criação de um império certamente deve ter afetado sua saúde mental. Isso é verdade?

Bem, isso definitivamente afetou minha saúde mental. Não quero parecer ingrata, mas tem sido difícil de ajustar, especialmente quando se trata de tentar fazer minha fã-base feliz. As redes sociais costumavam ser um lugar divertido para mim e agora quanto mais minha carreira cresce, mais ansiedade isso me causa. Não é normal ler coisas ruins ou boas até mesmo sobre você o dia todo. Sempre tive uma espécie de cérebro maníaco, mas isso fez com que eu desenvolvesse uma extrema ansiedade em torno das redes sociais e da pressão para viver de acordo com o legado que quero deixar. Sou grata pela minha vida e carreira, mas definitivamente teve um custo para a minha saúde mental. Eu não diria que estou bem, mas estarei.

Eu adoraria saber como você lida com compartilhar a sua arte com o mundo.

É diferente com cada livro. Às vezes eu escrevo algo e sinto que é a melhor coisa que escrevi, então eu entrego e vejo o meu próprio trabalho. Tenho esse processo que sempre sinto que não mereço elogios e atenção, e às vezes é difícil voltar à realidade e lembrar que minhas palavras tocaram milhões de pessoas. Eu tive Síndrome do Impostor nos últimos seis anos, mas aos poucos estou assumindo meu poder e não consigo imaginar uma vida em que eu não compartilhasse minhas palavras com as pessoas.

O que te levou ao momento de sua vida em que decidiu que compartilhar sua arte era seu destino?

Eu gostaria de ter uma resposta elaborada e chique para essa pergunta, mas foi o tédio. Literalmente. Tenho sido uma leitora muito ávida durante toda a minha vida, mas nunca sonhei que poderia escrever algo meu. Encontrei um site que estava lendo e um dia decidi escrever um capítulo e depois outro, depois outro. Escrevi meu primeiro romance escrevendo o que queria ler como leitora, e aqui estamos.

Por favor, diga-me, diga ao mundo, onde você vai se aventurar a seguir? Sua arte criou um mundo para muitas pessoas se conectarem e se sentirem seguras ao redor do mundo.

Obrigada. Estou passando por uma grande transição criativa agora, pela qual estou igualmente apavorada e animada. Tenho tantas histórias para contar e muitas outras conexões para fazer para meus leitores, novos e antigos. Eu comecei minha própria produtora depois de minha experiência em adaptar meus próprios romances e vou criar um espaço seguro e justo para os criativos se expressarem sem a escuridão da indústria.

Talento: Anna Todd
Fotografia: Damon Baker
Styling: Lisa Jarvis
Cabelo: Patricia Morales usando IGK hair care
Maquiagem: Trace Watkins
Jornalista: Jana Letonja

Matéria: Numéro Netherlands
Tradução e Adaptação: Equipe After Brasil

Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Josephine Langford está pronta para o futuro. Após estrear em Hollywood no filme “7 Desejos”, em 2017, a sua fama explodiu ao interpretar Tessa Young em “After” (2019), baseado nos livros de sucesso mundial de Anna Todd. Agora que a sequência “After We Collided” está chegando nos cinemas ao redor do mundo, Langford pôde refletir sobre fazer os dois filmes – e se divertir um pouco. “Eu estabeleci uma meta para os primeiros 50 dias [da quarentena] que foi fazer um vlog para alguns amigos: fazendo reviews de esfregões, comentando sobre correspondências, esse tipo de coisa,” ela compartilha. “Foi absolutamente para o meu próprio entretenimento e não deles, apesar do conteúdo de alta qualidade.”

Quando os livros da série “After” atingiram as livrarias, os romances e o mundo que eles criaram rapidamente desenvolveram uma fã-base fiel. Ao se juntar à adaptação cinematográfica, Langford foi lançada para este mundo repentinamente, representando uma personagem que muitas pessoas se identificam. Fazer parte deste grupo levou Josephine a algumas interações interessantes com fãs, ela diz. “Eu raramente sou reconhecida, mas uma garota chegou até a mim quando eu estava comprando uma camiseta um dia,” Josephine lembra. “Nós começamos a conversar sobre livros e o quão feliz ela estava que essa história e esses personagens que ela amava se tornaram filmes. Fazer parte de uma experiência positiva para alguém e ouvir isso faz tudo valer a pena.”

https://twitter.com/AfterBrasil_/status/1313163878646386688?s=20

Parte da habilidade de Langford de se conectar com a personagem Tessa vem da sua amizade próxima com Anna Todd. A autora era uma presença constante nos sets durante as filmagens do primeiro filme da série, e para “After We Collided”, ter a opinião de Anna foi importante para a interpretação de Josephine. “Anna estava no set todos os dias,” Langford explica. “Ela estava sempre cuidando da Tessa olhando seus diálogos, figurinos e áreas diferentes para ter a certeza de que ela parecesse exatamente como nos livros.”

“After We Collided” também levou Langford à territórios desconhecidos. No filme, ela entra em uma briga física com outra personagem, uma cena que ela diz ter requerido atenção especial. Ouvir os profissionais é fundamental ao se preparar para uma cena de briga, ela conta. “Nós tivemos um coordenador de dublês incrível, Kevin, que instruiu Inanna e eu a como brigar de maneira segura para as cenas em que precisávamos. Eu tinha uma experiência muito curta com cenas assim, mas existe uma adrenalina no meio de tudo isso e eu amei. Adoraria fazer mais coisas do tipo.”

Com todas essas novas experiências, “After We Collided” ainda tem muito da sensualidade que os fãs da série tanto amam. Quando perguntada sobre o maior equívoco que as pessoas têm sobre fazer cenas mais provocativas em um filme, Langford simplesmente responde, “Talvez que elas sejam realmente sensuais quando você as está gravando?” Ela continua, “É a parte menos interessante e criativa de todo o processo porque, com outras cenas – quando você as grava várias vezes -, existem coisas que você pode acrescentar e ir descobrindo. Você não pode fazer isso durante cenas em que existem limites estabelecidos e ações previamente concordadas.”

Ao trabalhar na sequência, Langford fez um esforço para dar mais atenção ao trabalho feito nos bastidores. “De modo geral, eu sinto que tenho um melhor entendimento de todo o processo agora,” ela diz. “Definitivamente tenho uma melhor compreensão de como eu trabalho. Você aprende o impacto que cada elemento de um filme tem no produto final.”

Além de “After We Collided”, Langford também está envolvida no próximo filme dirigido por Amy Poehler, “Moxie”, que será lançado na Netflix. O roteiro foi adaptado do livro de mesmo nome da autora Jennifer Mathieu, que Langford leu ao se preparar para o novo papel. “Eu acho que é uma adaptação incrível do livro, mas também com um pouco de humor e outros bons complementos,” ela fala sobre o filme. “Eu diria que o filme é focado em estabelecer identidades diferentes e diversidade. Ele fala sobre privilégios e a diferença entre gerações no ativismo e as várias maneiras que podemos lutar contra a injustiça social. Foi interessante ver esse tipo de comentário já que eu, definitivamente, tenho uma visão mais tradicional sobre ativismo.”

Enquanto alguns detalhes sobre o filme e como ele se diferencia do livro estão disponíveis para o público, Langford ainda falou algumas características sobre a sua personagem. “Eu interpreto a Emma. Ela é a vice-presidente e chefe das líderes de torcida da sua escola, e uma daquelas garotas cuja vida parece ser perfeita por fora,” Langford compartilha. “Ela se impõe como um lembrete muito importante de que não se deve julgar um livro pela capa. Humanos são contraditórios e complexos, você não sabe quem alguém é ou o que eles já viveram até que você realmente os conheça. Pessoalmente, falsas suposições me incomodam.”

Estar no set de “Moxie” foi uma experiência especial, ela disse. “Foi um ambiente positivo e apoiador… É muito bom fazer parte de algo que fala sobre assuntos importantes e questões sensíveis que as pessoas possam aprender algo e se divertir,” ela observa. Ativistas políticos reais estiveram envolvidos no processo de filmagem e, entre cenas, Langford conversou com eles sobre problemas da vida real e como mudanças podem ter efeito no mundo. “Em um dia nós tivemos a visita de vários ativistas no set e, entre as filmagens, nós pudemos conversar com eles,” ela se lembra. “Eu nunca tive uma experiência assim antes e foi algo muito incrível.”

Agora que “After We Collided” está nos cinemas e disponível em VOD em alguns países, Langford disse que ela está ansiosa para duas coisas: “Terminar a história de Tessa e mudanças sociais.”

https://twitter.com/AfterBrasil_/status/1313163904516849664?s=20

Fotografia: Jonny Marlow @ Early Morning Riot
Fashion: Jordan Boothe @ LMC Worldwide
Modelo: Josephine Langford
Cabelo: Dimitris Giannetos @ The Wall Group
Maquiagem: Adam Breuchaud @ The Wall Group
Texto: Braden Bjella

Fonte: Braden Bjella para Schön! Magazine
Tradução e Adaptação por Marcelo Ramos para o After Brasil

Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Ignorado pela crítica, mal comercializado e lançado em apenas 47 cinemas, o romance jovem adulto ofuscou “X-Men” nas bilheterias do Reino Unido e chegou a ficar bem próximo de “Tenet”. Qual é o seu segredo?

O seu sucesso foi chamado como “extraordinário” – até porque ninguém o previu. O romance “After We Collided” quase não tem orçamento para o marketing e nenhuma crítica – já arrecadou mais de £1 milhão em apenas duas semanas no Reino Unido. Algumas semanas atrás, nem estava na lista para ser lançado nos cinemas. Enquanto as bilheterias sofrem com a pandemia, a indústria aproveitou para tomar nota desse sucesso popular [After]. “Completamente sem precedentes”, diz Delphine Lievens, analista sênior de bilheteria da Gower Street. “Fazer isso sem marketing é um resultado realmente impressionante.”

“After We Collided” é a sequência de “After”, que foi lançado ano passado; ambos são adaptações da série de romances “novos adultos” da autora americana Anna Todd. Eles seguem os altos e baixos do relacionamento dos estudantes universitários Tessa (interpretada por Josephine Langford) e Hardin (Hero Fiennes-Tiffin, sobrinho dos atores Joseph e Ralph Fiennes). Tessa é uma jovem obstinada e estudiosa que o filme insiste ser paralelo com Elizabeth Bennet. Hardin, por sua vez, é um badboy britânico cuja inadequação eminente é sinalizada por suas várias camisas dos Ramones. Naturalmente, “Hessa” não consegue ficar longe um do outro, mesmo que seus pais, rivais e as circunstâncias da vida conspirem para mantê-los separados.

Os direitos do filme foram adquiridos em 2014 pela Paramount, e o primeiro filme, “After”, foi lançado em 2019, com resultados modestos: uma bilheteria mundial de US$70 milhões, dos quais 12 milhões vieram dos Estados Unidos. O filme não conseguiu um lançamento nos cinemas no Reino Unido e foi direto para a Netflix (a plataforma recusa em compartilhar dados do público então não sabemos como foi o desempenho). Poderia se presumir que “After We Collided” seguiria o mesmo caminho, mas os produtores do filme, Voltage Pictures, fecharam um acordo para distribuição independente no Reino Unido e Irlanda com uma empresa obscura chamada Shear Entertainment. Shear garantiu uma semana de exibição em 47 locais – nenhum deles no centro de Londres. Mesmo com o lançamento limitado no dia 2 de setembro, o filme entrou nas bilheterias no terceiro lugar, e um total de £175 mil na estreia no primeiro fim de semana. Outros cinemas entraram no barco e “After We Collided” expandiu sua exibição para 378 locais (mais da metade de todos os abertos no Reino Unido) em sua segunda semana – e foram recompensados por um aumento de 151% no fim de semana de abertura. A bilheteria do filme no Reino Unido arrecadou mais de £1,1 milhão até o momento.

Tudo isso aconteceu lidando com uma mínima atenção crítica – e o pouco que existiu foi quase uniformemente negativo, com comparações nada lisonjeiras com “Cinquenta Tons de Cinza” e “Crepúsculo”. Um crítico chegou a dizer: “os atores podem ser confundidos com os mortos-vivos.”

Mas a sobreposição entre os críticos profissionais e o público-alvo de adolescentes é praticamente inexistente, e como os livros de Todd têm um grande público mundial, as críticas têm pouca relevância. Os fãs dizem que se relacionam com os personagens e encontram paralelos com suas próprias vidas. “Não é para as pessoas desejarem esse relacionamento, pois às vezes pode ser muito tóxico, mas sim que possamos aprender com ele”, explica um fã. Muitos apreciam o tratamento inflexível do conteúdo mais profundo, que inclui sexo, drogas, relacionamentos familiares conturbados e traumas.

O romance de Hessa – sem mencionar a comunidade online ao seu redor – tem ajudado os fãs em seus próprios momentos difíceis. “É uma espécie de fuga da realidade”, diz outro fã. Jo e Hero, como os atores principais são conhecidos, são aclamados por muitos devido a sua química na tela. Langford e Fiennes-Tiffin podem não ter o mesmo cachê que Kristen Stewart e Robert Pattinson tiveram como resultado de “Crepúsculo”, mas eles alcançam milhões de seguidores no Instagram. A fragmentação do cenário midiático significa que “After” emergiu entre as lacunas inegáveis e indetectáveis.

“A mídia tradicional certamente subestimou o alcance e o impacto desta série”, diz Ben Dalton, repórter da Screen International. Assim como a trilogia dos “Cinquenta Tons” de E. L. James foi inspirada em “Crepúsculo”, “After” começou como fanfiction para a boyband One Direction. Em 2013, Todd, então com 23 anos, começou a escrever sobre um romance universitário imaginado com Harry Styles no Wattpad, uma plataforma para publicar histórias. Por quase um ano, ela postava pequenos capítulos todos os dias através de seu iPhone.

Impulsionado, em parte, pelos colegas directioners de Todd, “After” tornou-se uma sensação viral no Wattpad, conquistando 1 milhão de leitores antes mesmo de ela terminar de escrever. Aron Levitz, chefe do departamento de entretenimento no Wattpad, diz que os fãs se reuniam online antes de cada publicação: “Se houvesse um minuto de atraso, você veria as redes sociais explodindo com as pessoas pergutando: ‘Anna, por que não foi postado ainda?'”

Esse diálogo entre escritor e leitor formou a base para a comunidade, agora impulsionando seu sucesso comercial. “Foi isso que o tornou um sucesso: o amor deles pela história”, diz Levitz. As histórias originais de Todd continuam a figurar entre as mais lidas do Wattpad a cada ano, tendo agora acumulado mais de 1,5 bilhão de leituras.

O trabalho de Todd é o projeto pelo qual os filmes são julgados. Enquanto algumas liberdades foram tomadas da trama na adaptação de “After”, Roger Kumble, diretor de “Segundas Intenções” e quem assumiu “After We Collided” foi elogiado por ter feito uma adaptação muito fiel ao livro. “Ele realmente nos deu o casal Hessa dos livros que queríamos”, diz um fã. “O filme era tudo o que os fãs esperavam”, contou outro. (Os próximos filmes, “After We Fell” e “After Ever Happy”, foram confirmados para estar em produção.)

Mesmo agora que ela tem apoio da indústria, Todd se autodenomina uma “fã que virou autora” e dá os créditos de seu sucesso como uma conquista de seus leitores tanto quanto o dela próprio. Eles repagam-na com carinho, falando de “Anna” como amiga e defendendo seu trabalho nas redes sociais (para onde vai a maior parte do orçamento de marketing dos filmes).

Sua comunidade até tem um nome: afternators – e eles são “tão leais e raivosos quanto qualquer fandom por aí”, diz Levitz. Como um dos membro disse: “Quando trabalhamos juntos, nós conseguimos.”

O presidente da Voltage, Jonathan Deckter, creditou “o poder de uma campanha social estratégica que falou diretamente com o público-alvo do nosso filme no fórum que eles preferem. O marketing de lançamento tradicional sempre terá seu lugar, mas no que diz respeito aos Afternators, eles vivem e respiram nas redes sociais.”

Na adaptação de “After”, Wattpad consultou os leitores, disse Levitz. “Isso não foi feito como a maioria das produções são feitas, com portas fechadas… Era preciso mantê-los envolvidos, algo que eu acho que as indústrias tradicionais não estão acostumadas.” Mais tipicamente, diz ele, o público é tratado como a “mercadoria no final de uma linha de produção” que culmina com “esse momento de estouro, no tapete vermelho: “Espero que eles gostem!”. Mas não precisamos mais ter esperança – sabíamos que ‘After’ seria um sucesso.”

A lição por trás do sucesso de “After We Collided”, diz Lievens, é que “nenhum distribuidor no Reino Unido havia identificado que havia uma audiência para este filme”. A distribuição independente é geralmente um recurso final para filmes considerados específicos demais para o público tradicional; e se a Voltage não tivesse optado por um lançamento teatral, os cinemas teriam perdido uma injeção de dinheiro de quase £ 1 milhão – de em sua maioria mulheres jovens, presume-se.

Em contraste, a indústria tinha depositado suas esperanças no blockbuster “Tenet”, de Christopher Nolan, que apesar de meia década de espera, lucrou um pouco mais do que “After We Collided” – a média de estreia por tela foi de £4.366, em comparação com £5.358 de “Tenet”- que foi exibido em apenas 1/10 dos cinemas. Ainda mais impressionante, “After We Collided” também ultrapassou o spin-off dos X-Men, “The New Mutants”, em sua segunda semana.

No Wattpad, Levitz acredita que há um cansaço com as velhas formas de entretenimento e é hora dos cinéfilos serem promovidos a acionistas. “Em um mundo onde mais dinheiro está sendo gasto em conteúdo como nunca, o público fará a diferença – mas a indústria nem sempre está acostumada a ouvir o público.”

Artigo: Elle Hunt para o The Guardian.
Tradução e Adaptação: Equipe After Brasil.

Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Dando sequência ao forte lançamento nas bilheterias internacionais durante o final de semana passado, “After We Collided”, da Voltage Pictures, conquistou mais uma semana calorosa. Em 21 mercados, a sequência de “After” (2019), que lucrou US$ 70 milhões ao redor do mundo no ano passado, conquistou mais US$ 4.2 milhões neste final de semana, atingindo um lucro total de US$ 21 milhões, até o momento. O filme ainda será lançado em outros países ao longo do mês de setembro, enquanto a Open Road fará o lançamento nos Estados Unidos em 23 de Outubro. Mais duas sequências foram anunciadas na semana passada.

Internacionalmente, o Reino Unido surpreende. Após ter estreado em apenas 59 telonas pela Shear Entertainment, os cinemas expandiram seus números para 380. O final de semana atual teve um salto de 18%, acumulando um total de US$ 947 mil. O primeiro filme não foi lançado no mercado de lá, sendo vendido para a Netflix, mas um movimento online feito pelos fãs demonstrou grande interesse deles em quererem assistir o filme nos cinemas.

O presidente e chefe de operações da Voltage, Jonathan Deckter, disse: “Nosso sucesso no Reino Unido é uma prova do poder de uma estratégica campanha nas redes sociais que falou diretamente com o público-alvo do filme no fórum de sua preferência. O marketing de lançamento tradicional sempre terá o seu lugar, mas no que diz respeito aos Afternators, eles vivem e respiram nas redes sociais.”

Na Alemanha, via Constantin, o filme emplacou US$ 5.24 milhões, ultrapassando o primeiro “After” em 10%. Em seguida vem a Itália (via Leone), onde “After We Collided” estreou em primeiro lugar no final de semana passado e arrecadou US$ 4.24 milhões.

Roger Kumble é o diretor responsável pela sequência da história de Tessa e Hardin (Josephine Langford e Hero Fiennes-Tiffin), baseada nos livros de Anna Todd, que foram originados de uma fanfic publicada no Wattpad. Todd tem uma base de fãs muito engajada online e que a ajuda impulsionando a hashtag #aftermovie nas redes sociais. Dylan Sprouse entrou para o elenco do segundo filme, que foi escrito por Anna e Mario Celaya.

Na Espanha, “After We Collided” superou “After” em 10 dias, com um total de US$ 3 milhões. A Áustria também ultrapassou o primeiro filme com a sua sequência, enquanto a Noruega teve um lançamento 156% maior do que o original. A Hungria mais do que dobrou os seus números em relação ao primeiro filme neste mesmo período de lançamento.

Em um mundo onde as restrições estão com tudo durante a pandemia do COVID, os desempenhos são impressionantes. Deckter explicou que o filme estava previsto para ser lançado internacionalmente em abril/maio, mas foi adiado para 2 de Outubro, antes de mudarem de ideia quando “Mulher Maravilha 1984” estrearia na mesma data (o filme da heroína mudou de data). “Nós tivemos uma reunião com as distribuidoras europeias no final de junho, logo após Mulher Maravilha ter anunciado seu lançamento em outubro, e tínhamos uma grande decisão para tomar: adiar ou seguir em frente. Todas as distribuidoras viram um espaço livre no mercado e propuseram que lançássemos no início de setembro e concordamos. O padrão de lançamento deste filme sempre foi dar prioridade ao mercado internacional porque, com o primeiro filme, ele ultrapassou os números dos Estados Unidos em 400%.”

Os próximos dois filmes, “After We Fell” e “After Ever Happy”, vão entrar em produção. Castille Landon irá dirigi-los.

Os produtores de “After We Collided” são Jennifer Gibgot, Nicolas Chartier, Anna Todd, Aron Levitz, Mark Canton, Courtney Solomon e Brian Pitt. Deckter é o produtor executivo.

Matéria por Nancy Tartaglione para o Deadline.
Tradução e Adaptação por Marcelo Ramos para o AfterBrasil.




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AFTER
Status: Disponível
Direção: Jenny Gage
Roteiro: Susan McMartin

AFTER: Depois da Verdade
Status: Pós-produção
Direção: Roger Kumble
Roteiro: Anna Todd

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