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Hero Fiennes Tiffin – cheirando levemente a fumaça de cigarro e mexendo delicadamente em seu coquetel pela metade – tem falado sobre amor e relacionamentos por quase meia hora quando finalmente solta a bomba. Curiosamente”, ele começa, um pouco reticente, “eu nunca tive, um relacionamento adequado. Eu não tive uma garota que eu chamaria de namorada.” É uma revelação surpreendente vinda do ator britânico de 21 anos, que é, francamente, perito em fazer o tipo de coisa que caras com muitas namoradas fazem.

Sentar-se em frente a ele é dar testemunho de uma montagem de comportamentos de galã – ele passa os dedos pelos cabelos, dando um sorriso fraco, lambendo os lábios antes de embarcar em um ponto particularmente apaixonado… Ah, e há também o fato de que seu retrato fumegante de Hardin Scott na próxima adaptação da fanfic de One Direction – ficção para filme – After, seu primeiro papel principal, parece, bem, praticado.

Para muitos adolescentes na internet, Hardin representa o amigo bad boy. Inspirado pelo cantor da 1D, Harry Styles, o personagem apareceu pela primeira vez em uma saga de mais de 2.500 páginas publicada na plataforma Wattpad, onde já acumulou mais de 1,5 bilhão de leituras.

O alto nível do jovem ator também chamou a atenção de diretores de elenco da indústria da moda. Seu sorriso carinhoso aparece proeminentemente no filme de moda Erdem x H & M dirigido por Baz Luhrmann em 2017,
e Fiennes-Tiffin está atualmente vestido com calças slim e um moletom cinza, ambos presenteados à ele por Dolce & Gabbana depois que ele apareceu em uma de suas campanhas. “Na pequena quantidade de trabalho de modelagem que fiz, sempre me dizem que nunca sorrio”, ele diz.

“Se me disserem para sorrir, vou sorrir. Mas o normal é apenas uma cara fechada. Cara séria. Expressão mal humorada. Eu acho que isso me beneficiou em interpretar Hardin ”. Ele ri com a afirmação. “Sorrir era algo que não acontecia em muitas cenas.”

O primeiro papel distintamente sombrio de Fiennes Tiffin foi o do jovem Lord Voldemort, também conhecido como Tom Riddle de 11 anos, em Harry Potter e o Enigma do Príncipe – que ele conseguiu, em parte, graças a sua relação (e semelhança) com o Voldemort adulto, interpretado por seu tio Ralph Fiennes.

Quando perguntado qual nome é mais doloroso viver – seu primeiro ou o último – ele se inclina para trás em seu banquinho, geme e solta uma risadinha. “Essa é uma boa pergunta”, ele responde, embora no final se recuse morder a isca. “Eu não penso nisso como uma “dor na bunda” (algo incômodo). Eu penso nisso como uma bênção”.

Em vez de falar sobre sua família do showbiz (seu outro tio e ator Joseph, e sua mãe e seu pai, um diretor de cinema e o outro diretor de fotografia, respectivamente), Fiennes-Tiffin é muito mais feliz em falar sobre seus amigos. Existem os “M Boys”, um grupo de 20 pessoas que ele cresceu e que mantém contato através de mensagens texto em grupo; seu primo, com quem ele planeja se encontrar mais tarde (“Feliz aniversário, Cheyenne!”, grita para meu gravador); e uma garota chamada Ruby, a quem ele agradece por recomendar uma joalheria próxima, onde ele logo estará caçando um novo colar de correntes.

Há poucas evidências do lado excitável e indisciplinado de Fiennes-Tiffin em Hardin, e o bad boy tatuado com camiseta do Ramones provavelmente zombaria do senso de escolhas de roupas do ator (a mistura de academia e lazer).

É provavelmente o melhor, porém, que Fiennes-Tiffin (que também foi recentemente escolhido para interpretar um soldado da União no drama de guerra Freedom’s Path) se distancie do personagem um tanto problemático, já que a série já provocou intensos debates sobre que tipo de mensagem a dinâmica entre Hardin e seu interesse amoroso, Tessa (Josephine Langford), envia para mulheres jovens, e se esse gênero de fan-fiction envolvendo instabilidade e tesão é muito retrógrado para essa pós era do ”#MeToo”.

Ainda assim, Fiennes Tiffin está confiante de que o filme caiu no lado certo das coisas, em grandes e pequenas formas. “Houve uma direção nas filmagens onde estamos rindo e fugindo de alguém, Tessa tropeça e Hardin a estabiliza”, ele diz. “E a diretora disse muito bem: ‘Esta é um segmento sem sentido. Assume-se que as meninas não podem correr sozinhas. “Foi uma das muitas coisas que estávamos conscientes ao filmar”.

Os fãs, por sua vez, têm poucos escrúpulos. Com cada notícia relacionada a After, Fiennes-Tiffin se prepara para uma enxurrada de seguidores no Instagram – muitos deles usam emoticons de olhos de coração e choros felizes,junto com comentários do tipo: “Eu amo você de todo coração da 7ª série”. E quando as notícias (recursos) não chegam rápido o suficiente, os fãs fazem por si mesmos (exemplo: o “trailer” com imagens de Fiennes-Tiffin e o trabalho anterior de Langford), o que acaba fazendo sentido considerando as origens de After.”

Tem sido um furacão para alguém que até recentemente era mais conhecido por interpretar um pré-adolescente, Tom Riddle. “Foi tão chocante para mim quanto para qualquer outra pessoa”, ele admite. Então, como se fosse uma sugestão, ele lambe os lábios e diz: “É difícil, mas de um jeito bom”.

https://twitter.com/AfterBrasil_/status/1095097821026504705
Matéria publicada por: Douglas Vasquez

Anna Todd e Colleen Hoover juntam-se para conversar sobre o novo romance de Anna, The Brightest Stars. O suspense/romance de Colleen, All Your Perfects, saiu no verão passado.

Colleen: Acabei de terminar Stars e amei. Qual foi a inspiração para a história?

Anna: Quando estava escrevendo As Garotas Spring, eu ficava tentando pensar no que escrever em seguida. Eu não conseguia parar de pensar sobre o que eu gostaria de escrever. Eu tenho tantas histórias que ficam guardadas enquanto escrevo alguma outra coisa.

Fiquei pensando nesse soldado, quieto, um jovem com muitos segredos dentro dele e apenas grudou em mim. Eu não sabia quem ele era ou o porque ele era daquele jeito, mas eu mal podia esperar para descobrir. Eu me inspirei muito em minha vida como esposa de militar e queria escrever algo que eu fosse muito apaixonada e poderia me identificar.

Acho que posso dizer que eu me inspirei em minha vida, na vida das pessoas ao meu redor e em querer crescer, mas sendo justa com essa parte da minha vida.

C: Você mencionou que Stars é o seu livro mais pessoal até agora. Pode nos dizer o motivo?

A: Porque eu fui esposa de um militar e por isso existem algumas coisas nesse livro que aconteceram em minha vida. Eu realmente tive pessoas vindo até o meu gramado medir a grama com uma régua (você entende mais sobre isso no livro). Mas eu sei que muitas pessoas virão me perguntar se essa história foi a minha vida. Acho que o que foi mais pessoal pra mim foi sentir todas as emoções e me lembrar de quando meu marido tinha ido para a guerra e como ele mudou todas as vezes que voltou pra casa. Ele foi convocado sete dias depois que nos casamos, eu tinha apenas 18 anos.

Eu escrevi sobre as minhas experiências e a da pessoas ao meu redor. É um livro que não foi fácil de ser escrito, mas acho que pra mim — esse é o essencial. Eu tenho tanto respeito e admiração com os militares e as famílias de militares. Acho que pra mim foi no sentido de abrir antigas feridas, mas também honrar as memórias.

É fácil, mas também muito difícil você escrever sobre experiências pessoais, especialmente no livro seguinte, onde houve momentos em que eu queria fugir correndo dessa história por causa da maneira com que fez eu me sentir, mas Karina e Kael não deixaram a minha alma. E a história deles merece ser contada.

C: Suas histórias geralmente contém personagens extremamente cheios de defeitos e problemas sociais. De onde vêm essa inspiração?

A: Tenho muita sorte de ter amigos maravilhosos ao meu lado para me inspirarem todos os dias. Eu me atraio por pessoas que são como eu — que experienciaram altos e baixos na vida — mas chegaram ao outro lado. Eles me ensinam sobre redenção e seguir o seu caminho, não importa como.

O passado não te define, mas claro, ele molda você. Acho que personagens com defeitos são importantes, porque ninguém é perfeito. Não é fácil admitir que você tem problemas, mas é libertador. Acho que meus personagens precisam encontrar essa força e seguir seus caminhos para a redenção, esta é a parte que os torna reais.

E quanto aos problemas sociais — sou muito clara quando ao que acredito. Qual é aquele ditado antigo? “Você tem que defender alguma coisa ou cairá por tudo”. Acho que as pessoa precisam enxergar que você pode apoiar suas crenças de forma positiva. Também faz com que as pessoas se sintam menos sozinhas. Nunca vou me acovardar dos problemas sociais nos meus livros ou em minha vida diária.

C: Nós duas somos conhecidas por fazermos nossos leitores chorarem e os personagens correrem atrás de seus finais felizes. Alerta de spoiler: Stars é o primeiro livro de uma série completamente nova, então a minha pergunta é POR QUE VOCÊ QUIS NOS TORTURAR DESSE JEITO? Quantos livros podemos esperar? Espera. Foram duas perguntas.

A: Eu amo torturar as pessoas! (risos) Angústia é o meu lema e eu amo, amo, amo escrever sobre isso. Pra mim, é importante em uma história porque a vida é cheia de drama. Angústia é parte do que nos torna reais. E se você se sentiu torturada pelo primeiro livro, apenas espere o segundo.

Agora — acho que três livros, mas nunca se sabe. Eu sinto que tem mais dessa história surgindo em minha mente.

C: O que inspira você?

A: Muitas coisas; De música à livros e filmes. Sério, qualquer forma de contar histórias. Eu me inspiro na minha vida, nas pessoas ao meu redor. Acho que consigo encontrar inspiração em qualquer coisa, na verdade.

C: Com qual personagem você se identifica mais: Karina ou Kael?

A: Posso dizer os dois? Acho que um pouco de cada. Eu quero agradar as pessoas e crescer muito rápido, do mesmo jeito que a Karina. Eu também pareço com o Kael no humor e no jeito que ele mantém as coisas pra ele mesmo quando as estão o incomodando. Acho que estou cada vez menos parecida com ele nesse sentido, o que é muito bom.

C: Se você tivesse que escolher apenas um livro pra ler pelo resto de sua vida, qual seria?

A: O Cavaleiro de Bronze. Calma… Morro dos Ventos Uivantes… Ah! É tão difícil.

C: Este é seu décimo livro. Como você cresceu como escritora? As coisas são mais fáceis no livro 10 ou as palavras são mais difíceis?

A: Definitivamente mais difíceis de escrever. Mas é parte da diversão. Sinto que cresço como escritora todos os dias da minha vida. Se não estou melhorando, não estou fazendo muito como escritora. Acho que com o tempo, as coisas se tornaram mais pessoais, e continuo colocando meu coração pra fora e mostrando vulnerabilidade e isso não é fácil, mas sou muito sortuda de ter leitores incríveis que parecem querer continuar nessa jornada comigo e eu os amo muito por isso.

C: Você era um fenômeno literário aos 23 anos. Primeiro, isso me torna famosa por conhecer você? Segundo, você tem alguma dica para jovens escritores por aí?

A: Haha. Acho que sim? Eu não me considero famosa, mas gosto que você se sinta famosa porque você acha que eu sou famosa, haha.

Acho que o meu maior conselho é continue escrevendo. Mesmo quando estiver desencorajado, continue. Sua história merece ser contada e não há experiência ou educação que possam mudar isso. Tudo o que você precisa fazer para ser um escritor é ESCREVER. Não deixe ninguém te dizer algo diferente. Sua história é importante. Mesmo se apenas uma pessoa leia e se sinta afetada por suas palavras, você cumpriu o seu trabalho.

Não escreva para se tornar famoso, escreva porque você tem uma história para contar. Tudo se encaixa em seu lugar.

C: O que os fãs de After vão gostar em Stars?

A: Eles vão poder ver os personagens crescerem, assim como eles viram Hardin e Tessa. Gosto de escrever personagens que se desenvolvem, que você consegue ver todos os lados consegue encontrar um pedaço de você neles. Espero que eles consigam ver que essa história é tão pessoal quanto, mas em uma faceta diferente da vida. Estes são dois personagens diferentes, mas acho que eles vão amá-los (dedos cruzados).

C: Falando em After, você passou o verão filmando o filme. Alguma coisinha dos bastidores que você possa nos contar?

A: Hmmm…. não! haha Mas eu vou te contar que eu sinto saudades do elenco demais. Nós realmente nos tornamos uma família enquanto filmávamos e nós não poderíamos ter escolhido um elenco melhor para este filme. Hero e Jo são, honestamente, Hardin e Tessa perfeitos e você vão amar o filme!!! A química entre eles é louca!

C: Qual é a maior diferença entre escrever um livro e fazer um filme? 

A: Tantas diferenças! Eu amo os dois formatos. Eu aprendi muito enquanto trabalhava no roteiro de After e posso dizer que a maior diferença além do tempo, é que no filme, a não ser que você tenha um narrador, você não consegue traduzir monólogos internos, então tudo o que você quer dizer tem que estar nas expressões faciais, tons, locações. É fascinante de trabalhar e eu mal posso esperar para voltar ao set para o próximo projeto!

Tradução por After Brasil. Leia a entrevista original aqui.

Anna Todd é nativa de Dayton, Ohio de 29 anos e encontrou no Wattpad, um aplicativo de escrita social virtual, uma forma de se entreter entre seus empregos. Trabalhando em seu celular o dia todo, ela criou a Série After — cinco livros sobre Tessa e Hardin, uma história da “boa garota” que conhece o rapaz rebelde britânico. A sua fanfiction, cheia de amor por One Direction e Harry Styles, se transformou a história mais lida da plataforma com mais de 1,5 bilhões de leituras. Gallery Books publicou as edições físicas da história em 2014.

Quando perguntada para descrever seu estilo de escrita para uma pessoa que não a conhece, a residente de Los Angeles respondeu “ritmo rápido”, “dramático” e “muito conteúdo jove,-adulto angustiante”.

A sua carreira até agora chegou ao ápice em Agosto, quando ela esteve em Atlanta no set da adaptação cinematográfica de After, programada para ser lançada nos cinemas em 12 de Abril. Nós recentemente conversamos com Todd, que está lançando o 10º livro, “The Brightest Stars”, nesta terça. Com mais de 1,7 milhões de seguidores nas redes sociais, seus fãs podem esperar a história de Karina, uma massagista e filha de militar que cruza o caminho com Kael, um jovem soldado lidando com duas convocações ao Afeganistão. Essa entrevista foi editada e diminuída.

Chicago Tribune: Seu último livro é centrado no estilo de vida militar e estar casada com um veterano. O quanto de você foi refletido no livro?

Anna Todd: Acho que tem muito de mim nos dois personagens; mais nela, claro, mas não é em nenhuma forma autobiográfico, porque é um cenário completamente diferente e com pessoas diferentes. Mas definitivamente tem muita inspiração da vida militar. Eu sou casada com meu marido desde que eu tinha 18 anos, nós namoramos no ensino médio e ele foi para o Iraque três vezes — então tem muito de mim no livro e muitas das emoções de quando o meu marido foi convocado.

CT: Olhando para trás, você acha que se tivesse escrito outro tipo de fanfiction, seus livros teriam se tornado tão populares?

AT: Acho que nós nunca saberemos. Eu escrevi de um lugar dentro de mim que queria muito contar histórias, mas eu escrevia principalmente por ser fã. Eu amo fanfiction da One Direction e queria escrever uma, então não acho que eu jamais teria escrito se não fosse sobre eles.

CT: Você tem uma fã base grande em Chicago?

AT: Chicago é o lugar dos EUA onde tenho a maior base de leitores. Se eu pergunto aos meus leitores onde, nos EUA, eu deveria ir, Chicago sempre tem mais votos. As pessoas me perguntando, desde o começo, quando é que eu vou para Chicago? As minhas estatísticas de leituras no Wattpad é enorme em Chicago, é muito legal.

CT: Você criou o seu caminho até ser publicada. Você olha pra trás com medo agora?

AT: Quando eu estava escrevendo, eu não tinha ideia. Quando estava escrevendo, eu apenas pensava que estava fazendo aquilo por diversão. Eu não estava escrevendo para uma editora ou pelo modelo editoral, eu não pensava nisso, na verdade, mas de alguma forma deu certo pra mim. Eu sinto que manter o modelo editoral tradicional — onde você tem depende de um agente e envia seu manuscrito para 50 editoras e espera que uma delas goste de sua história — não vai se manter por muito mais tempo, porque sinto que leitura deveria ser uma democracia. A ideia de que um editor de alguma forma decide tudo o que nós teremos acesso é meio louco pra mim. É por isso que gosto do Wattpad, porque as pessoas decidem.

CT: Quem é a sua musa inspiradora?

AT: Eu amo contar histórias de primeiras vezes — primeiro amor, primeira experiência na faculdade, primeiro beijo, todas essas coisas. Eu me inspiro muito em músicas, mas é diferente com cada livro. Se você me perguntar o que acontece no final do segundo livro ou no fim da série, eu não tenho ideia. Quanto a “Stars”, enquanto eu pensava sobre o que iria escrever em seguida, esta história permanecia  comigo. Honestamente, acho que as minhas próprias experiências e apenas querer colocar tudo pra fora sem perceber que estou querendo colocar tudo pra fora.

CT: O que você espera que seus leitores levem consigo depois de ler qualquer um de seus livros? 

AT: Acho que quando eu leio uma história, ela muda alguma coisinha em nós, só um pouco. Eu quero que as pessoas mudem um pouco e espero que eu possa dar a elas uma forma de escape.

CT: Qual é o feedback de seus leitores?

AT: Normalmente, “você me fez amar leitura”, o que é sinceramente uma das minhas coisas favoritas de ouvir. Existem tantos pais, professores e bibliotecários que chegam até mim e dizem que vários jovens vão até eles pelos meus livros ou pelos clássicos que eu referencio em meus livros — o que é muito legal. No geral isso ou eles se apegam aos personagens porque eles parecem reais. Eu gosto de escrever personagens que parecem pessoas que eu conheço de verdade.

Nos Estados Unidos, “The Brightest Stars” tem lançamento marcado para 18 de Setembro, no Brasil, o livro será publicado pela Astral Cultural ainda em 2018.

Tradução por After Brasil. Você encontra a entrevista original aqui.

Matéria publicada por: Douglas Vasquez

Anna Todd está perto de ver o primeiro de seus livros sair das páginas e se materializar diante dos seus olhos enquanto participa como produtora executiva da adaptação cinematográfica de After. Prestes a embarcar para Atlanta, onde a maioria das gravações do filme acontecerão pelos próximos dois meses e meio, ela respondeu algumas perguntas pertinentes no Twitter. Nós traduzimos pra você e contextualizamos com exclusividade.

Não é segredo que desde o início da produção do filme Anna foca em fazer algumas mudanças que ela acredita que deveriam ter sido feitas lá atrás, quando o livro foi publicado. Uma dessas mudanças, é a melhor inclusão da diversidade em After, que sofre com a falta de personagens mais relacionáveis com o público da autora.

Uma cena chave do primeiro livro acabou sendo movida para a sequência! Parece que os Afternators terão que esperar mais um ano para chorarem ao som de Never Let Me Go, da Florence + the Machine.

No início, as gravações tomariam lugar em Boston, mas com a constante busca por locações que melhor se adequam ao universo do livro, a produção mudou de lugar para Atlanta, na Geórgia. Anna garante que todas as locações foram encontradas, como noticiamos anteriormente aqui e aqui, mas que as buscas pelo aperfeiçoamento continuam.

E nós vamos à loucura, né?

Gregg Sulkin demonstrou enorme interesse em fisgar algum papel no After Movie lá atrás, quando seu melhor amigo Daniel Sharman era o preferido para o papel principal. Hoje, com um elenco mais jovem responsável pelos personagens, fica a dúvida se ele ainda é uma boa escolha para o papel de Landon Gibson.

After é uma série literária longa demais para ser adaptada em um livro e apesar disso, muitos fãs ainda insistem em questionar a mesma coisa. Há algum tempo atrás, Anna confirmou que a franquia teria de 4 a 5 filmes, dependendo do sucesso do primeiro.

Fechar contratos não é algo simples em nenhuma área da vida. Em uma franquia de filmes, onde os atores ficariam comprometidos pelos próximos 5 a 6 anos (se não mais) é mais complicado ainda e a situação piora quando eles já são contratados por alguma emissora em um contrato vigente para sabe-se lá quantas temporadas e quantos meses de gravações por ano. O que nos resta é paciência e confiança.

O elenco de atores para os personagens adultos ainda é um mistério. Alguém arrisca algum palpite realista?

Vitória dos Afternators!

E aí, ansiosos? After Movie tem as filmagens agendadas para começarem no dia 16 de Julho, daqui 1 semana apenas. Josephine Langford e Hero Fiennes Tiffin estão confirmados como Tessa e Hardin e Swen Temmel será o infame Jace.

 

Recentemente a Anna participou de um episódio do podcast “Go Publish Yourself“. O episódio tem pouco menos de 15 minutos, onde ela falou sobre seu começo no mundo literário, a mudança do After Movie da Paramount para a Cinelou Films, o processo para encontrar o elenco certo, seu novo livro e um pouco mais. A tradução é do After Brasil, então, credite se replicar.

Você pode ouvir o episódio enquanto lê clicando aqui.

Justine Bylo: Bem-vindos ao Go Publish Yourself. Estes são os Autores Destaques. Eu sou Justine Bylo, a Gerente de Aquisição de Autores da IngramSpark. Bem, estou muito animada para a convidada que temos para vocês hoje. Se junta a nós a absolutamente fabulosa e maravilhosa Anna Todd. Anna é autora Número 1 do New York Times internacionalmente e autora da série After. Elogiada pela Cosmopolitan como o maior fenômeno literário de sua geração, Anna começou sua carreira na rede social de histórias Wattpad. De forma seriada, no Wattpad, em 2013, After já alcançou a marca de 1,5 bilhões de leituras no site. A edição publicada em 2014 pela Gallery Books, um selo da Simon & Shuester, tem 15 milhões de cópias em circulação e já foi traduzida para mais de 30 línguas. Um filme de mesmo nome está em produção com expectativa de lançamento para 2019. Wow, meu Deus, bem-vinda Anna. Muito bom ter você aqui!

Anna Todd: Obrigada.

JB: Isso é tão emocionante. Parabéns pelo filme. Tantas coisas divertidas acontecendo aí.

AT: Sim, estou tão animada e muito, muito ocupada, mas é muito legal.

JB: Sim, meu deus, sim. Sua vida está tão corrida ultimamente. Parece muito espetacular. Então, nós temos que começar do começo, certo? Como todas as boas histórias. Isso tudo começou com seu amor por boybands. Correto?

AT: Sim. Eu basicamente sempre estive lendo, mas nunca considerei escrever. Apenas parecia tão fora da… as pessoas de Dayton, Ohio [onde a Anna cresceu], sem faculdade, apenas não escrevem. Então, na verdade, reconsiderei e comecei a ler fanfiction. Eu sempre estive lendo fanfiction, tipo Crepúsculo, mas tem dezenas de fanfictions da One Direction. Dezenas, milhares.

JB: Isso é maluco, eu não fazia ideia, porque eu mesma amo uma boa fanfic de Harry Potter. Amo. Mas One Direction, é tão de nicho.

AT: É muito. Eu encontrei uma através de uma foto no Instagram que uma prima me enviou. Era parte de um Imagine, que foi o que me fez começar a ler fanfiction da One Direction e me fez pensar em começar a escrever a minha própria. Mas honestamente, eu gostaria de poder dizer que eu sempre quis escrever desde epquena, mas de verdade, isso não é nem um pouco o que aconteceu. Eu leio a vida toda e tipo, eu gostava de escrever na escola, mas eu nunca pensei em fazer isso, nunca pensei que poderia ser uma autora. Sinto que eu apenas fiquei sem o que ler no Wattpad, o que é insano porque tem milhares de histórias lá, mas eu apenas não conseguia encontrar nada para ler e eu apenas queria ler fanfiction da One Direction. Eu não queria ler nada que já havia sido publicado. Eu não queria ler livros independentes. Eu não queria ler nenhum tipo de livro. Eu apenas queria ler sobre Harry Styles. Então eu fiquei sem ter o que ler e comecei a escrever a minha, acho, e eu nunca pensei que alguém fosse ler também. Eu pensei que fosse apenas ser uma coisinha que eu faria naquele dia, e então o primeiro capítulo, e foi essa loucura. Tinha essa pressa e essa excitação mesmo que ninguém estivesse lendo. Porém foi tão divertido escrever.

JB: Você literalmente criou esse fenômeno de sua necessidade por querer mais fanfiction. Que loucura. Amo isso, amo. É tipo como eu me sinto com romances. Eu quero mais romances desse tipo, e então, acho, que talvez eu apenas escreva um.

AT: Exatamente.

JB: Quando você encontrou o Wattpad, você teve algum pressentimento de como isso mudaria o curso de sua vida completamente?

AT: Não, honestamente. Eu estava lendo uma das fanfics dessas garotas no Instagram e ela disse “Eu vou colocar mais no Wattpad”. Eu fiquei, tipo, “o que é isso?”. Eu tinha apenas o Twitter, porque eu queria acompanhar notícias de Crepúsculo. Eu não… Eu não queria mais nenhuma aplicativo. Eu não quero mais nenhum aplicativo. Mas eu baixei. Eu nunca havia ouvido falar daquilo antes. Eu nunca soube que havia milhares de pessoas escrevendo histórias apenas por diversão e isso explodiu minha mente. O tanto de fanfiction no Wattpad naquela época, especificamente, me deixou ocupada por um tempo.

JB: Ah, totalmente.

AT: Eu mal conseguia mexer no site. Eu ficava confusa quando eu escrevia um capítulo, aí eu ia escrever um comentário para alguém e não funcionava. Eu não sabia. Eu costumava enviar vários pedidos de ajuda para o pessoal da técnica, “Eu não sei fazer isso, pode me ajudar?” É tão engraçado pensar nisso hoje em dia, ter que esperar que eles me respondessem.

JB: Isso é ótimo,. Provavelmente esses caras da técnica ficam tipo, “Sabe, eu falava com a Anna Todd o tempo todo”. É fantástico. [Ela explica o que é o Wattpad para os ouvintes que não sabem o que é.] Agora, After irá se tornar um filme, o que é o sonho de todo autor. Como tem sido o processo até agora?

AT: Tem sido muito incrível, honestamente. Tem sido um longo… bem, não tanto… Os direitos estavam com a Paramount por dois anos e meio. Quando eu assinei meu primeiro, isso vai soar ridículo, meu primeiro contrato de direitos para filme, eu não sabia sobre nada. Eu não tinha nenhuma ideia do que as terminologias de um contrato significavam. Eu não consigo acreditar que alguém iria querer isso. Então, com meu primeiro contrato, eu não tinha nenhum tipo de controle, zero. Eu tive sorte de eles considerarem as minhas opiniões. Eu achava que no momento em que você assinava um contrato para um filme, você estaria escolhendo se você queria Liam Hemsworth ou Chris Hemsworth em seu filme na semana seguinte, mas não é assim que o processo funciona. Então, alguns anos depois, eu estava tipo, “Espere um segundo… O que estamos fazendo?” Comecei a aprender mais, eu me mudei para Los Angeles, comecei a entender mais sobre a indústria cinematográfica. Eu senti que deveríamos tentar adquirir os direitos da Paramount de volta pra mim. E assim fizemos. Eles foram ótimos quanto a isso, foram ótimos… Ninguém está fazendo filmes para mulheres no momento.

JB: É um grande passo.

AT: Sim! Se tivéssemos um estúdio menor talvez pudéssemos ter mais controle, ter certeza de que era o tipo de filme certo, conteúdo para mulheres que realmente o querem. Eu percebi isso e tem sido um processo ótimo. Eu estive bastante envolvida na escalação do elenco. Eu estive nas reuniões sobre elenco, vi os atores lendo, assisti a todos os os vídeos.

JB: Oh, isso é muito legal.

AT: Estive em quase todas as reuniões, exceto aquela que não são da minha conta, mas estive em todas as coisas criativas. Eles foram incríveis. Encontramos os atores principais um tempo atrás e tem me deixado maluca não poder falar sobre isso.

JB: É um segredo tão grande pra se manter de todos os seus fãs e tudo mais.

AT: Me deixou maluca. Finalmente os anunciamos semana passada e foi incrível. Mal posso esperar. Tivemos outro teste de elenco ontem, é tão louco ver as pessoas audicionarem para o meu filme. Incrível.

JB: Deve ser louco ver esses personagens que você teve em sua cabeça por tanto tempo, do nada criarem vida em sua frente, se manifestarem em atores. Essa deve ser a viagem mais legal de todas.

AT: É tão louco e é mais louco ainda porque as pessoas que acabam sendo as minhas favoritas para os personagens até agora, literalmente, nenhuma delas se parece em nada como eu imaginei que iriam.

JB: Sério?

AT: Nenhuma delas. Não é sobre como se parecem. Eles sempre trazem os atores que se parecem exatamente com os personagens, mas sempre tem aqueles que surpreendem no meio. No início, quando olho para suas fichas, porque eles trazem fichas com as fotos de todos, eu fico “O que essa pessoas estão fazendo aqui? Essa pessoa não faz sentido”. E então quando elas fazem a audição, aconteceu comigo ontem onde uma das pessoas, eu tava tipo “Como assim? Esse cara não se parece nada com ninguém em minha história” e então ele entrou e ele foi o achado do dia. Estou obcecada por esse cara. Ele tinha muito em comum com o personagem, mesmo que se pareça completamente diferente. Ele se pareceu com o personagem mais do que qualquer outro. É um processo tão estranho.

JB: Total! Você diria que não se pode julgar um livro pela capa então? Pra ter um gancho nos livros.

AT: Total!

JB: Isso é tão louco. Este universo irá vir à vida nas telonas pra você também. Essa também tem que ser uma coisa louca. Como você assimila isso como autora? Este é o seu bêbê.

AT: Sabe, têm tido seus altos e baixos. Às vezes eu fico tipo, “Este filme vai ser exatamente como o livro”, o que nunca acontece, nunca. Mas quanto mais meu filme se torna algo separado, digo, não realmente separado porque estou envolvida em todos os passos, mas me parece como sua própria coisa agora, porém ainda se parece com o livro. Não sei… é difícil de explicar. Às vezes alguém tem uma ideia, “Hardin deveria fazer isso ou aquilo” e tipo “Não, isso nunca vai acontecer”. E há outros momentos em que a diretora diz, “O que você acha dessa cena indo pra lá e essa pra cá?”. Na verdade, isso é o que eu já deveria ter feito. Estou tão feliz com o processo. Acredito que é sempre bom lembrar meus leitores de que não será a mesma coisa, não importa como seja. Se for próximo demais, então não irá traduzir bem, porque nos livros, temos diálogos internos, temos páginas e páginas de narração e no filme temos 45 segundos para retratar o que eu escrevi em 10 páginas.

JB: Exatamente e ele ganha vida própria, essa peça viva de arte que é totalmente separada do livro em certo ponto. Se torna sua própria entidade e isso é o mais maluco do processo, o processo de adaptação.

AT: É mesmo. Eu estava tão preocupada com o elenco, “e se eles não gostarem da cor do cabelo dela” e essas coisas todas. Eu comecei a pensar, “espere um segundo”, a maioria das pessoas que vai assistir isso provavelmente nunca nem ouviu falar de mim. Eles não fazem ideia. É uma parte tão estranha, acho. Não consigo assimilar isso ainda.

JB: É. Isso é louco. Acho que quanto mais o processo progredir vai ficar cada vez mais estranho. Muito mais pessoas irão conhecer você e seus livros, o que é ótimo porque eles são maravilhosos. Falando de livros, você tem um novo a caminho. Podemos falar sobre ele? The Brightest Stars.

AT: Sim.

JB: Este é muito animador. Você decidiu publicá-lo de forma independente, o que é divertido. O que a fez tomar essa decisão?

AT: Acho que apenas queria sair da caixinha e tentar coisas novas. Eu amei estar na Simon and Schuester. Meu editor na Gallery era incrível e eu não poderia ter feito nada dessa maluquices que aconteceram nos últimos anos sem ele.

JB: Totalmente.

AT: Eu sinto que eu me afastei disso e queria fazer todas essas coisas por conta própria. Diferentes formas de marketing, diferentes tipos de turnês. O meio editorial, infelizmente, não tem muitos recursos e é bem velha guarda, eu acho. É tipo uma coisa antiquada. Me sinto mal por dizer isso, mas é verdade, honestamente. Esta é a minha carreira e eu venho querendo fazer isso por um bom tempo, sinto que eu tinha todas essas coisas de lado que eu poderia eu mesma pegar e fazer. A maioria dos meus livros são um sucesso fora do país, então eu aprendi muito com essas editoras internacionais e como elas funcionam e de que forma elas engajam com a comunidade leitora. É diferente em todo lugar, claro, mas eu me senti inspirada por um momento e “espere um segundo, podemos fazer isso! Eu posso fazer isso eu mesma!”

JB: Poder ter um pouco de controle sobre o produto também. E estar no comando do seu próprio destino um pouco. Eu estou animada para o livro novo. Será ótimo.

AT: Obrigada! Estou animada!

JB: Ah sim, será maravilhoso. Estamos ficando sem tempo, então vou fazer uma última pergunta. Então, qual é a coisa que você mais gostaria que tivessem te dito antes de você começar sua jornada literária? Eu sei que essa é difícil.

AT: Eu acho que eu diria, estive pensando sobre isso ultimamente, então acaba não sendo tão difícil. Eu estive pensando sobre isso porque eu queria que alguém tivesse me dito… Não sei como colocar pra fora, mas eu tive a Síndrome do Impostor pelos três primeiros anos da minha carreira, onde eu sentia que não conseguia acreditar que as pessoas me deixaram entrar no mundo literário. Eu não acreditava que eu tinha livros publicados. Eu não acreditava que alguém, de verdade, achava que eu deveria ser uma escritora. Eu sentia como se eu não merecesse porque eu me encontrava com escritores que estiveram escrevendo pelos últimos 15 anos, escritos incríveis, e nenhuma editora queria publicá-los. E mesmo quando eles publicavam de forma independente, os livros não vendiam. Então, eu comecei a ver a realidade do que autores fazem e como eles são publicados, na maioria do tempo. Eu apenas havia tropeçado na porta de trás. Então, eu comecei a sentir que eu não merecia nada disso. Mas então, mesmo conversando com eles e tendo as minhas coisas, isso talvez seja verdade, mas eu vou fazer qualquer coisa para superar isso. Eu estou dentro agora e é minha responsabilidade fazer com que a minha carreira cresça a partir daqui. Eu posso ter entrado sem ter tido muitas dificuldades [ela usa o tempo “querying”, em inglês]. Eu nem sabia o que “querying” significava. Isso faz com que minhas orelhas sangrem. Eu super tinha a Síndrome do Impostor, então eu queria que alguém tivesse dito tipo, “Está tudo bem apreciar ou estar consciente de não ser a mais qualificada, mas também é OK aproveitar a felicidade e não se sentir mal com isso”.

JB: Totalmente. Você tem livros que falam de verdade com as pessoas e tocou dezenas de pessoas, então, não acredito que você seja uma impostora de forma alguma, Anna. Apenas espero que você continue escrevendo mais e mais livros incríveis.

AT: Muito obrigada.

JB: De nada. Muito obrigada por estar aqui em nosso podcast e por falar comigo hoje. Isso tem sido incrível. Estou muito feliz por ter tido você aqui hoje. Sei que nossos ouvintes estão animados também, então muito, muito obrigada.

AT: Obrigada!




Nome: After Brasil / Anna Todd Brasil
Online desde: 19 de Junho de 2014
URL: afterbr.com / annatodd.com.br
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Versão: 4.0

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AFTER
Status: Disponível
Direção: Jenny Gage
Roteiro: Susan McMartin

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Status: Pós-produção
Direção: Roger Kumble
Roteiro: Anna Todd

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