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Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Em conversa com Anna Todd e Damon Baker

Anna Todd, autora de best-sellers internacional e do New York Times, é a mente criativa por trás da popular série de livros “After”. Desde o início de sua carreira como escritora no Wattpad até se tornar uma autora publicada, seus livros foram traduzidos para mais de 30 idiomas e “After”, o primeiro romance da série foi adaptado para cinema em 2019, com sequências a serem lançadas.

Damon Baker, o fotógrafo talentoso, sentou-se com Anna para conversar sobre sua carreira e sua vida.

Damon: Anna, alguns momentos atrás você estava na frente da minha câmera me dizendo que não tinha ideia do que fazer, então acendemos uma vela juntos e eu disse a você que tudo que você precisa fazer é fechar os olhos, mas quando você os abre, você é a mulher que sempre foi. Uma mulher que dedica sua vida a Asher e Jordan, uma mulher que traz sua fantasia à vida, dando todo seu coração e alma para sua arte.

Anna: Em primeiro lugar, obrigado por me permitir sair da minha zona de conforto de uma forma tão confortável e autêntica.

É natural para você expressar seus pensamentos através da escrita?

Escrever para mim é tão natural quanto respirar. É o único momento em que minha mente fica em silêncio, apesar das palavras e mundos inteiros fluindo através de mim e para o teclado. Sinto que minha mente está tão cheia de tantas histórias, pessoas e cenários que não tenho tempo suficiente durante o dia para contá-los todos.

Você me disse que escrever não é uma rotina, é um momento que aparece em você e que é quando realmente se sente inteira, para criar?

Sim! Eu conheço muitos escritores que programam seus dias de escrita, colocando até horários, e eu sempre senti inveja de eles poderem fazer isso. Sempre que tento programar minha escrita, fico parada na página em branco e isso realmente me dói. Se eu forçar, acabo apagando tudo na próxima vez que leio. Há momentos em que estou no meio de uma tarefa completamente diferente, ou mesmo no telefone ou no supermercado e tenho que pegar o meu celular e anotar tudo no bloco de notas. Sou uma escritora muito desorganizado nesse sentido. Tenho que sentir tudo ou odeio cada palavra.

Quem é você criativamente, Anna?

Sou mais uma contadora de histórias do que uma escritora. Sou uma mulher chegando ao meu poder (muito recentemente) e tentando dar voz aos que não têm voz. Quero que as pessoas, que normalmente não conseguem se encontrar em romances, se sintam vistas e ouvidas nos meus. É isso que sonho que seja o meu legado.

A criação de um império certamente deve ter afetado sua saúde mental. Isso é verdade?

Bem, isso definitivamente afetou minha saúde mental. Não quero parecer ingrata, mas tem sido difícil de ajustar, especialmente quando se trata de tentar fazer minha fã-base feliz. As redes sociais costumavam ser um lugar divertido para mim e agora quanto mais minha carreira cresce, mais ansiedade isso me causa. Não é normal ler coisas ruins ou boas até mesmo sobre você o dia todo. Sempre tive uma espécie de cérebro maníaco, mas isso fez com que eu desenvolvesse uma extrema ansiedade em torno das redes sociais e da pressão para viver de acordo com o legado que quero deixar. Sou grata pela minha vida e carreira, mas definitivamente teve um custo para a minha saúde mental. Eu não diria que estou bem, mas estarei.

Eu adoraria saber como você lida com compartilhar a sua arte com o mundo.

É diferente com cada livro. Às vezes eu escrevo algo e sinto que é a melhor coisa que escrevi, então eu entrego e vejo o meu próprio trabalho. Tenho esse processo que sempre sinto que não mereço elogios e atenção, e às vezes é difícil voltar à realidade e lembrar que minhas palavras tocaram milhões de pessoas. Eu tive Síndrome do Impostor nos últimos seis anos, mas aos poucos estou assumindo meu poder e não consigo imaginar uma vida em que eu não compartilhasse minhas palavras com as pessoas.

O que te levou ao momento de sua vida em que decidiu que compartilhar sua arte era seu destino?

Eu gostaria de ter uma resposta elaborada e chique para essa pergunta, mas foi o tédio. Literalmente. Tenho sido uma leitora muito ávida durante toda a minha vida, mas nunca sonhei que poderia escrever algo meu. Encontrei um site que estava lendo e um dia decidi escrever um capítulo e depois outro, depois outro. Escrevi meu primeiro romance escrevendo o que queria ler como leitora, e aqui estamos.

Por favor, diga-me, diga ao mundo, onde você vai se aventurar a seguir? Sua arte criou um mundo para muitas pessoas se conectarem e se sentirem seguras ao redor do mundo.

Obrigada. Estou passando por uma grande transição criativa agora, pela qual estou igualmente apavorada e animada. Tenho tantas histórias para contar e muitas outras conexões para fazer para meus leitores, novos e antigos. Eu comecei minha própria produtora depois de minha experiência em adaptar meus próprios romances e vou criar um espaço seguro e justo para os criativos se expressarem sem a escuridão da indústria.

Talento: Anna Todd
Fotografia: Damon Baker
Styling: Lisa Jarvis
Cabelo: Patricia Morales usando IGK hair care
Maquiagem: Trace Watkins
Jornalista: Jana Letonja

Matéria: Numéro Netherlands
Tradução e Adaptação: Equipe After Brasil

Matéria publicada por: Marcelo Ramos

Josephine Langford está pronta para o futuro. Após estrear em Hollywood no filme “7 Desejos”, em 2017, a sua fama explodiu ao interpretar Tessa Young em “After” (2019), baseado nos livros de sucesso mundial de Anna Todd. Agora que a sequência “After We Collided” está chegando nos cinemas ao redor do mundo, Langford pôde refletir sobre fazer os dois filmes – e se divertir um pouco. “Eu estabeleci uma meta para os primeiros 50 dias [da quarentena] que foi fazer um vlog para alguns amigos: fazendo reviews de esfregões, comentando sobre correspondências, esse tipo de coisa,” ela compartilha. “Foi absolutamente para o meu próprio entretenimento e não deles, apesar do conteúdo de alta qualidade.”

Quando os livros da série “After” atingiram as livrarias, os romances e o mundo que eles criaram rapidamente desenvolveram uma fã-base fiel. Ao se juntar à adaptação cinematográfica, Langford foi lançada para este mundo repentinamente, representando uma personagem que muitas pessoas se identificam. Fazer parte deste grupo levou Josephine a algumas interações interessantes com fãs, ela diz. “Eu raramente sou reconhecida, mas uma garota chegou até a mim quando eu estava comprando uma camiseta um dia,” Josephine lembra. “Nós começamos a conversar sobre livros e o quão feliz ela estava que essa história e esses personagens que ela amava se tornaram filmes. Fazer parte de uma experiência positiva para alguém e ouvir isso faz tudo valer a pena.”

https://twitter.com/AfterBrasil_/status/1313163878646386688?s=20

Parte da habilidade de Langford de se conectar com a personagem Tessa vem da sua amizade próxima com Anna Todd. A autora era uma presença constante nos sets durante as filmagens do primeiro filme da série, e para “After We Collided”, ter a opinião de Anna foi importante para a interpretação de Josephine. “Anna estava no set todos os dias,” Langford explica. “Ela estava sempre cuidando da Tessa olhando seus diálogos, figurinos e áreas diferentes para ter a certeza de que ela parecesse exatamente como nos livros.”

“After We Collided” também levou Langford à territórios desconhecidos. No filme, ela entra em uma briga física com outra personagem, uma cena que ela diz ter requerido atenção especial. Ouvir os profissionais é fundamental ao se preparar para uma cena de briga, ela conta. “Nós tivemos um coordenador de dublês incrível, Kevin, que instruiu Inanna e eu a como brigar de maneira segura para as cenas em que precisávamos. Eu tinha uma experiência muito curta com cenas assim, mas existe uma adrenalina no meio de tudo isso e eu amei. Adoraria fazer mais coisas do tipo.”

Com todas essas novas experiências, “After We Collided” ainda tem muito da sensualidade que os fãs da série tanto amam. Quando perguntada sobre o maior equívoco que as pessoas têm sobre fazer cenas mais provocativas em um filme, Langford simplesmente responde, “Talvez que elas sejam realmente sensuais quando você as está gravando?” Ela continua, “É a parte menos interessante e criativa de todo o processo porque, com outras cenas – quando você as grava várias vezes -, existem coisas que você pode acrescentar e ir descobrindo. Você não pode fazer isso durante cenas em que existem limites estabelecidos e ações previamente concordadas.”

Ao trabalhar na sequência, Langford fez um esforço para dar mais atenção ao trabalho feito nos bastidores. “De modo geral, eu sinto que tenho um melhor entendimento de todo o processo agora,” ela diz. “Definitivamente tenho uma melhor compreensão de como eu trabalho. Você aprende o impacto que cada elemento de um filme tem no produto final.”

Além de “After We Collided”, Langford também está envolvida no próximo filme dirigido por Amy Poehler, “Moxie”, que será lançado na Netflix. O roteiro foi adaptado do livro de mesmo nome da autora Jennifer Mathieu, que Langford leu ao se preparar para o novo papel. “Eu acho que é uma adaptação incrível do livro, mas também com um pouco de humor e outros bons complementos,” ela fala sobre o filme. “Eu diria que o filme é focado em estabelecer identidades diferentes e diversidade. Ele fala sobre privilégios e a diferença entre gerações no ativismo e as várias maneiras que podemos lutar contra a injustiça social. Foi interessante ver esse tipo de comentário já que eu, definitivamente, tenho uma visão mais tradicional sobre ativismo.”

Enquanto alguns detalhes sobre o filme e como ele se diferencia do livro estão disponíveis para o público, Langford ainda falou algumas características sobre a sua personagem. “Eu interpreto a Emma. Ela é a vice-presidente e chefe das líderes de torcida da sua escola, e uma daquelas garotas cuja vida parece ser perfeita por fora,” Langford compartilha. “Ela se impõe como um lembrete muito importante de que não se deve julgar um livro pela capa. Humanos são contraditórios e complexos, você não sabe quem alguém é ou o que eles já viveram até que você realmente os conheça. Pessoalmente, falsas suposições me incomodam.”

Estar no set de “Moxie” foi uma experiência especial, ela disse. “Foi um ambiente positivo e apoiador… É muito bom fazer parte de algo que fala sobre assuntos importantes e questões sensíveis que as pessoas possam aprender algo e se divertir,” ela observa. Ativistas políticos reais estiveram envolvidos no processo de filmagem e, entre cenas, Langford conversou com eles sobre problemas da vida real e como mudanças podem ter efeito no mundo. “Em um dia nós tivemos a visita de vários ativistas no set e, entre as filmagens, nós pudemos conversar com eles,” ela se lembra. “Eu nunca tive uma experiência assim antes e foi algo muito incrível.”

Agora que “After We Collided” está nos cinemas e disponível em VOD em alguns países, Langford disse que ela está ansiosa para duas coisas: “Terminar a história de Tessa e mudanças sociais.”

https://twitter.com/AfterBrasil_/status/1313163904516849664?s=20

Fotografia: Jonny Marlow @ Early Morning Riot
Fashion: Jordan Boothe @ LMC Worldwide
Modelo: Josephine Langford
Cabelo: Dimitris Giannetos @ The Wall Group
Maquiagem: Adam Breuchaud @ The Wall Group
Texto: Braden Bjella

Fonte: Braden Bjella para Schön! Magazine
Tradução e Adaptação por Marcelo Ramos para o After Brasil

Matéria publicada por: Biah Frazão

O mundo era um lugar muito diferente quando Nikolaj Coster-Waldau e Hero Fiennes Tiffin voaram para o Canadá para filmar The Silencing no ano passado. Coster-Waldau estava terminando de gravar a sétima temporada como Jaime “Kingslayer” Lannister em Game of Thrones da HBO, enquanto Fiennes Tiffin seguia seu papel de arrogante mercurial em After, a adaptação para jovens adultos de enorme sucesso.

Então, é claro, veio a pandemia, destruindo basicamente tudo sobre o mundo – incluindo o processo usual de promoção de um filme de suspense e cheio de estilo como The Silencing. Por necessidade, The Silencing chegará em cinemas selecionados e em vídeo sob demanda, estou conversando sobre isso com Coster-Waldau e Fiennes Tiffin de nossas respectivas quarentenas: Coster-Waldau na Dinamarca, Fiennes Tiffin na Inglaterra e eu na Califórnia.

Felizmente, The Silencing é exatamente o tipo de filme que deve fornecer uma distração bem-vinda para quem precisa de uma pausa do mundo real agora. Coster-Waldau interpreta Rayburn, um caçador aposentado que passa seus dias protegendo uma reserva natural e procurando a filha adolescente desaparecida, que todos supõem que esteja morta. Fiennes Tiffin interpreta Brooks, um jovem errante problemático com uma série de segredos. E quando o cadáver de outra adolescente é descoberto, os dois personagens acabam como protagonistas de um mistério cada vez mais tortuoso.

Aqui, Coster-Waldau e Tiffin falam sobre The Silencing, pintando seus dentes de marrom, e como é quando um diretor começa a brincar com uma arma no set:

Já se passou quase uma década desde que o roteirista Micah Rahnum escreveu o roteiro – e ganhou uma parceria – para The Silencing, mas vocês só se juntaram a este projeto nos últimos dois anos. Como esse script acabou chegando para vocês?

Nikolaj Coster-Waldau: Eu li anos atrás e achei um ótimo roteiro. Uma história muito simples, mas uma pequena reviravolta em uma história familiar. Começamos a procurar um diretor… e demorou um pouco, com as agendas se alinhando. E então eu vi o filme de Robin Pront, The Ardennes, que era tão bom e interessante e tinha algumas das qualidades que pensamos que seriam ótimas para isso.

Então era isso. De repente, aconteceu em uma reviravolta. Era um orçamento muito, muito baixo. Nós disparamos ao norte da fronteira, em Sudbury, Canadá. Excelente localização. Quando pesquisei Sudbury, uma das primeiras coisas que surgiram é que costumava ser um lugar onde as pessoas entendiam os efeitos da chuva ácida. Porque era uma grande cidade de mineração, e eles tiveram a pior chuva ácida do mundo. Literalmente, não sobrou vegetação, lá nos anos 70. Mas agora é lindo.

Hero Fiennes-Tiffin: Eu tinha acabado de promover o primeiro filme After. Eu deveria ir para casa, mas fui gentilmente convidado para o Met Gala. Tive um período intermediário em que voltaria para casa para um bom descanso de três semanas antes de voltar para Nova York. E de repente, isso apareceu, e se encaixou perfeitamente na programação – além de ser um papel no qual eu estava super interessado.

Rayburn é um verdadeiro sobrevivente, com uma reputação bem merecida por caçar e fazer armadilhas. Você tem alguma dessas habilidades?

NCW: Eu mesmo já cacei. Sempre gostei do ar livre. Mas Rayburn tem uma maneira muito específica de sobreviver. Ele usa uma garrafa de Jack Daniels para passar o dia. Eu nunca fiz isso. Obviamente, esta é a história de um cara que já estava bastante perturbado – mas perder sua filha cinco anos antes do filme começar o descarrilou completamente. Esse é um bom ponto de partida para um ator, se você pode começar de algum ponto extremo.

É difícil imaginar como as coisas poderiam ficar muito piores para ele, mas pioram.

NCW: Pelo menos ele tem um cachorro. Sempre há cachorros!

E Hero, espero que você não leve isso como um insulto, mas você não parece que seria o primeiro nome na lista a interpretar um adolescente viciado em drogas de Minnesota.

HFT: Foi tão bom fazer um papel tão diferente do papel de After. Mesmo sendo um papel coadjuvante, com um elenco tão bom… After é, você sabe, só eu e Josephine Langford, e esse foi o nosso primeiro filme. Então, ir e atuar com Nikolaj e Annabelle [Wallis] – em um papel completamente diferente que se encaixava perfeitamente na programação – foi apenas um sonho que se tornou realidade. Foi muito rápido, na verdade, mas funcionou perfeitamente.

Não vou estragar nada, mas é seguro dizer que Brooks tem alguns demônios. Como você conseguiu entrar na cabeça de um cara com tanto trauma?

HFT: Alguns papéis são emoções relacionáveis que você está retratando, e esse nem tanto, para mim. Então, fiz algumas pesquisas sobre traumas de infância e como isso afeta seu comportamento. Prescrições de opioides e problemas com drogas – isso era algo que eu definitivamente tinha que me educar com antecedência.

Mas essa é a diversão do trabalho, não é? Essa é a essência da atuação, quando você está tentando fazer algo mais longe de você. Quando exige mais. Quando te colocam na maquiagem e pintam seus dentes de marrom…

Os dentes marrons eram um toque muito bonito.

HFT: As pessoas ficaram meio hesitantes, saindo do After, para me deixar com um olho roxo e dentes sujos. E eu disse, “Vá em frente, pessoal! Vamos lá!” Foi sugestão do diretor, Robin Pront, e eu realmente gosto do visual que criamos.

Entre Brooks, Hardin Scott e o jovem Voldemort, você parece que está desenvolvendo um talento especial para personagens com um lado sombrio. É esse o tipo de papel que atrai você? Ou isso é apenas uma coincidência?

HFT: Eu sou tão novo nisso que ainda não sei realmente qual é a minha preferência. Eu gosto de fazer um pouco dos dois. Acho que você sabe no que é melhor ou para qual você é mais adequado. Até agora, tem sido menos dos personagens angelicais. Eu definitivamente quero continuar tentando os dois. Eu realmente não tenho um papel dos sonhos. Eu adoraria destruir algo como Indiana Jones ou James Bond, mas há tantos gêneros e filmes que amo. Não quero me colocar em uma posição em que tenho algo em que tenho que focar, porque simplesmente sei que há muito valor em todos os tipos diferentes de papéis que gostaria de desempenhar.

Original | Tradução e adaptação: Equipe Hero Fiennes Tiffin Brasil e After Brasil

Às vezes, eventos inesperados ajudam a impulsionar a carreira de um jovem ator. Pegue, por exemplo, Hero Fiennes Tiffin, que uma vez interpretou Tom Riddle (a versão mais jovem do antagonista Lord Voldemort) em Harry Potter e o Enigma do Príncipe e mais tarde, ao entrar na idade adulta, se tornou um protagonista/galã no mundo sexy, dramático e romântico contemporâneo After, baseado no romance jovem adulto popular. O ator e modelo tinha acabado de promover o filme e estava se preparando para o Met Gala, quando soube que havia sido escalado para The Silencing.

Interpretar um suspeito de assassinato com problemas emocionais era exatamente o que Fiennes Tiffin esperava adicionar à sua lista crescente de créditos. As três semanas de filmagem no Canadá se encaixaram perfeitamente em sua programação, antes que ele precisasse retornar ao set para filmar a sequência After.

Aos 22 anos, Fiennes Tiffin já é um veterano da indústria do cinema. Antes de interpretar o jovem bruxo Riddle em 2009, ele fez sua estreia na comédia britânica de 2008 Bigga Than Ben. Nascido Hero Beauregard Faulkner Fiennes Tiffin, ele vem de uma renomada família de atores e cineastas. Sua mãe é a diretora premiada Martha Fiennes (Onegin) e seu pai é o diretor de fotografia George Tiffin. Seus tios são os atores Ralph Fiennes (que interpretou Lord Voldemort ao longo da série Harry Potter) e Joseph Fiennes (Shakespeare Apaixonado). Fiennes Tiffin não recebeu apenas o papel de Tom Riddle por causa de sua conexão familiar, no entanto. Ele competiu contra centenas de outros meninos para ganhar o papel. O diretor David Yates disse que o jovem foi escolhido porque conseguiu “o jeito, o humor sombrio e o espírito estranho do personagem.”

Essa capacidade de mergulhar profundamente nos recessos emocionais sombrios dos personagens veio a calhar com seu papel de Brooks no filme de suspense de Robin Pront, The Silencing, que também é estrelado por Nicolaj Coster-Waldau de Game of Thrones e Annabelle Wallis do famoso Peaky Blinders.

Interpretando Brooks, Fiennes Tiffin é um jovem adulto problemático que cresceu em um lar adotivo fisicamente abusivo. Ele se viciou em opioides e já há algum tempo tem problemas com a lei. Quando o corpo de uma jovem é descoberto ao longo das margens arborizadas de um rio, Brooks se torna um suspeito. Até que mesmo sua irmã, a xerife local nesta pequena e moribunda cidade localizada na fronteira americano-canadense, comece a suspeitar que ele pode ser o culpado. Enquanto isso, Rayburn (Coster-Waldau), um caçador aposentado, assiste uma cena assustadora – um caçador em um terno ghillie (um disfarce de gravetos) está rastreando outra jovem como presa em sua propriedade de santuário de animais, então ele sai para investigar. A Xerife Gustafson (Wallis) investiga profundamente a caça ao assassino e enfrenta o dilema moral do que fazer se descobrir que seu irmão é o culpado.

A Saban Films lançará The Silencing nos cinemas, bem como em VOD (Video on demand) e em plataformas digitais no dia 14 de agosto.

De sua casa em Londres, Fiennes Tiffin falou por telefone sobre interpretar um personagem problemático em The Silencing e reprisar seu papel de Hardin Scott em After We Collided (After Depois da Verdade), o próximo capítulo do casal e seu relacionamento tumultuoso, que deve ser lançado por VOD em outubro.

O que te atraiu para você ao interpretar esse personagem, Brooks, em The Silencing?
Foi tudo muito rápido em termos daquela oferta de trabalho. Eu estava na verdade promovendo After, e então eu deveria ir para casa por algumas semanas, e depois ir para o Met Gala, mas então recebi a oferta para interpretar Brooks, que é um papel tão bom que se encaixa quase perfeitamente dentro disso período de três semanas após o Met Gala e para a próxima sequência de After.

O papel em si era algo que eu queria fazer porque o achei atraente, mas também porque ajudou a equilibrar com alguns dos papéis que fiz anteriormente. Ir de After para algo tão diferente como isso e então voltar para o segundo filme de After foi algo que definitivamente me atraiu. Parecia algo que era para ser, devido o tempo do cronograma e o quanto eles estavam interessados em mim, e o quanto eu estava atraído pelo personagem. Muito raramente funciona tão perfeitamente.

Brooks é muito perturbado e por razões muito compreensíveis: ele sofreu abuso de seus pais adotivos e tem problemas de abandono com sua irmã mais velha, que recentemente voltou à sua vida. Como você entrou na mentalidade desse personagem?
Eu fiz uma boa pesquisa sobre os efeitos de traumas de infância semelhantes sobre as pessoas, os efeitos dos medicamentos prescritos e do problema com opioides. É um caso menor na Inglaterra, então eu tive que me educar um pouco sobre isso na América. Acho que a localização foi apropriada para as cenas em que estávamos ambientalmente e no que diz respeito aos personagens, então metade do trabalho foi feito para mim (como ator) – do jeito que era tão imersivo, todo o ambiente era, ao invés de estar em um estúdio, onde é completamente diferente por dentro do que é por fora. Então, eu senti como se estivéssemos vivendo no ambiente em que tudo foi definido.

Seu diretor, Robin Pront, disse que queria que o público sentisse aquela sensação de frio e que precisava de “um abraço caloroso”.
Sim, você pode ver logo no início que ele tinha esse estilo direto ao ponto. Eu sei exatamente o que ele quer dizer. Com o visual e a trilha sonora, você sabe em 10 segundos de filme qual é o seu clima. Ele fez um ótimo trabalho em definir esse tom.

Como foi trabalhar com seus colegas de elenco Nicolaj Coster-Waldau e Annabelle Wallis?
Passei muito mais tempo com Annabelle do que com Nicolaj. Ela interpreta minha irmã mais velha e me acolheu muito. Eu me senti muito bem cuidado. Com Nicolaj, nossa grande cena juntos infelizmente foi cortada, então eu não tive muito tempo para aprender e trabalhar com ele, mas o tempo que eu fiz, eu aproveitei. Eu só queria ter tido mais tempo com ele.

Você gravou After We Collided depois de The Silencing. Estava tudo encerrado antes do confinamento da pandemia?
Felizmente, terminamos um pouco antes de tudo acontecer. Encerramos bem a tempo. Ao pensar em como o coronavírus afetou o lançamento de filmes, tive muita sorte de que todas as coisas em que estava envolvido já haviam sido feitas antes (do confinamento).

Você voltou para casa na Inglaterra durante o confinamento?
Sim, estive em casa em Londres, não fazendo muito. Fazendo as coisas de sempre e depois abandonar metade delas. Você sabe como isso vai. Nas primeiras semanas, toda a minha roupa estava lavada quando precisava e a grama estava cortada, eu fazia minhas corridas. Então, algumas semanas depois, a roupa começou a se acumular.

Você tem permissão para sair por Londres agora, onde você teve uma onda de calor e todos estavam ao ar livre nos parques.
Está super quente hoje. Isso meio que vem e vai. Estou aqui há 22 anos e não há consistência no clima de Londres. Você meio que acorda e olha pela janela para ver o que acontece. As estações do ano não significam nada aqui, eu não acho. Ouvi dizer que estava muito nublado em LA pelos meus amigos de lá.

Você está lendo roteiros? Há alguma luz no final do túnel indicando quando você pode voltar ao trabalho?
Sim. Em termos de projetos, os roteiros ainda estão circulando e os telefonemas ainda são feitos. Não está rolando nada, mas se tudo correr bem, talvez no início do próximo ano, mas nada que eu possa dizer ainda.

Você tem After We Collided saindo em VOD no dia 2 de outubro. Interpretar Hardin Scott no longa fez de você um galã entre seus fãs. Como é ser admirado por tantos fãs?
Me sinto obviamente honrado e muito grato a eles. Grande parte do crédito deve ir para Anna Todd, a autora dos livros, que criou um personagem tão bom. Todos os fãs já são tão atraídos por Hardin. Eu só tinha que dizer as palavras no papel. Os fãs agora me apoiam com a mesma abordagem dos personagens sobre os quais leram. Estou simplesmente feliz por ter dado vida a esse personagem.

Você vai promover o lançamento desse filme também?
Sim, eu realmente tenho feito isso, ontem e hoje, enquanto conversamos. Apenas me preparando para mais trabalho quando o trabalho chegar.

Existe um determinado papel ou tipo de filme que você gostaria de participar?
Eu não tenho um papel dos sonhos, por si só, mas se você me colocar no local, suponho que um papel aleatório que eu adoraria fazer é um tipo de filme de Indiana Jones ou James Bond. Ação, mas não apenas ação pura. Então, algo assim em algum momento seria definitivamente algo que eu adoraria fazer.

Original | Tradução e adaptação: Equipes Hero Fiennes Tiffin Brasil e After Brasil

As definições de estilo e masculinidade, definitivamente, não são mais as mesmas há uma década. E quem melhor do que o jovem ator e modelo britânico Hero Fiennes-Tiffin para nos esclarecer a que direção está indo estes dois conceitos.

Se o sobrenome Fiennes te parece familiar, talvez seja por causa desses dois titãs da atuação, de nomes: Ralph (A lista de Schindler, 1993; O Jardinero Fiel, 2005 e a saga de Harry Potter) e Joseph (Elizabeth, 1998; Shakespeare Apaixonado, 1998).

Seguindo o caminho de seus tios, Hero Fiennes-Tiffin é o novo membro da linhagem que você deve prestar atenção. Com apenas 22 anos, o britânico já é uma das jovens promessas da atuação e na área de modelo, mas também como um perfeito representante do significado de masculinidade dos novos tempos. “Para mim, parece que esse conceito mudou bastante. Até alguns anos atrás, na época em que meu pai foi criado, existia a ideia de que um homem forte não podia mostrar suas emoções. Na atualidade, [mostrar emoções] é sinônimo de ser fiel e sincero aos seus princípios e ao que acredita”, compartilha com exclusividade para GQ.

Assim como o termo “ser homem” evoluiu, a definição de estilo vem se transformando com o passar dos anos, e agora “representa o reflexo do que você é, de suas opiniões, da sua moral, uma projeção física dos seus sentimentos. E por esse motivo, não há regras”, aponta Hero. “Não acho que o estilo tenha a ver com autoconfiança, ainda que precise de confiança em si mesmo para poder projetá-lo. Eu acho que muitos falham nisso”, continua. Desta maneira, Fiennes-Tiffin é o perfeito exemplo desse novo conceito de masculinidade atual que falamos.

Talvez, este tenha sido um dos tantos motivos pelo qual recentemente ele assinou com a Salvatore Ferragamo para ser o rosto do seu novo perfume, Ferragamo, essência que repousa sobre o homem espírito livre, quem não tem medo de atravessar fronteiras e cuja criatividade é inesgotável. “Com a parceria, compartilho a ideia da velha escola, mas com um toque contemporâneo. A filosofia deles se adapta muito bem ao meu estilo pessoal: simples e prático, que me permite fazer o que quero e que não é restritivo”, finaliza o britânico.

Entrevista por Jesús Alberto Germán para a GQ México
Tradução e adaptação: Equipe Hero Fiennes-Tiffin Brasil




Nome: After Brasil / Anna Todd Brasil
Online desde: 19 de Junho de 2014
URL: afterbr.com / annatodd.com.br
Webmaster: Douglas Vasquez
Contato: contato@afterbr.com
Versão: 4.0

O After Brasil é a maior fonte sobre a série no Brasil e no mundo; oficializado por Anna Todd e as editoras e distribuidoras parceiras. Todo o conteúdo do site (fotos, notícias, vídeos e etc) pertencem ao site a não ser que seja informado o contrário. Este site foi criado por fãs e para os fãs e não possui nenhum tipo de fins lucrativos.
com

AFTER
Status: Disponível
Direção: Jenny Gage
Roteiro: Susan McMartin

AFTER: Depois da Verdade
Status: Pós-produção
Direção: Roger Kumble
Roteiro: Anna Todd

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